• Fábio Henrique Araújo

Saúde 4.0 News - edição #75

Resumo semanal de notícias sobre Tecnologia, Inovação e Gestão na Saúde 4.0






1) Startup desenvolve método para diminuir os efeitos colaterais da quimioterapia


Medicamentos quimioterápicos são eficazes no combate às células cancerígenas, conhecidas por se dividirem rapidamente. No entanto, a quimioterapia também pode acabar danificando outras células saudáveis, como as encontradas no cabelo, na medula óssea e no sistema digestivo. Isso pode resultar em uma série de efeitos colaterais em pacientes, desde vômitos até perda de cabelo. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), cerca de 650 mil norte-americanos recebem quimioterapia ambulatorial a cada ano e, para alguns desses pacientes, os efeitos colaterais são tão graves que o tratamento precisa ser interrompido.


Os efeitos colaterais também indicam a dose que as pessoas podem receber do medicamento com segurança, podendo limitar a eficácia de algumas drogas contra o câncer. A startup de biotecnologia Shasqi, com sede em San Francisco, tem o objetivo de resolver esses dois problemas de uma vez com uma nova plataforma que pode garantir um direcionamento mais eficaz contra os tumores. “Acreditamos que você pode vencer o câncer sem envenenar seu corpo”, diz o CEO, José M. Mejía Oneto, que é PhD em química orgânica e formado em medicina. Ele diz que a ideia é que a plataforma Shasqi seja capaz de dar aos pacientes doses mais altas de quimioterapia no local do tumor com menos efeitos colaterais. (...) (Fonte: Forbes)



2) Máscaras de alta tecnologia são capazes de filtrar, monitorar e até traduzir


A demanda mundial por máscaras provocada pelo coronavírus motivou inovações tecnológicas sem precedentes para que as peças, além de filtrar, também sirvam como ferramentas de vigilância sanitária, ou mesmo tradutores. No Japão, a start-up Donut Robotics criou uma máscara que ajuda os usuários a manterem o distanciamento físico e também serve como ferramenta de tradução. A C-Face funciona transmitindo as palavras do portador via bluetooth para um aplicativo de smartphone que permite que as pessoas conversem a até 10 metros de distância.


A máscara leve, de silicone, pode ser útil para médicos que desejam se comunicar com os pacientes a uma distância segura, destaca a empresa. Também pode traduzir uma conversa do japonês para outros idiomas, incluindo inglês, coreano e indonésio. A Donut Robotics arrecadou quase 100 milhões de ienes (US$ 950.000) com uma campanha de financiamento colaborativo e acredita que o público aguarda inovações que ajudem a superar a pandemia. (...) (Fonte: Isto É Dinheiro)




3) Startup brasileira recebe investimento de R$ 86 milhões e cria seu próprio plano de saúde com remuneração por cuidado baseado em valor


As startups atacam mercados grandes e em que enxergam clientes mal atendidos – ou simplesmente ignorados. Para a Sami, negócio escalável e tecnológico ligado ao ramo da saúde, esse é o caso do segmento de planos de saúde complementares. Fundada em 2018, a Sami já recebeu 90 milhões de fundos e investidores-anjo – boa parte de uma rodada série A anunciada hoje, de R$ 86 milhões. O aporte foi liderado pelos fundos Valor Capital Group e Monashees.


O que atraiu os investidores foi a proposta de um bom atendimento de saúde a um custo acessível, como fariam as redes como a Hapvida e a Prevent Senior, mas levando dados e performance aos atendimentos feitos por médicos e pelos hospitais. “A medicina é cara, mas a má medicina é mais cara ainda. Se você tem um sintoma e resolve não ir ao médico para economizar, pode ter custos maiores no futuro. Acontece o mesmo se o médico faz um diagnóstico errado e prescreve um medicamento que não resolverá o problema”, diz o cofundador Vitor Asseituno ao InfoMoney. (...) (Fonte: Infomoney)

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