• Fábio Henrique Araújo

Saúde 4.0 News - edição #49

Resumo semanal de notícias sobre Tecnologia, Inovação e Gestão na Saúde 4.0






1) Nasa cria ventilador mecânico para pacientes de Covid-19


Nas últimas semanas, a pandemia de Covid-19 levou organizações de diversos setores a tentar construir e reparar ventiladores mecânicos (entre elas, Arcelor Mittal, Vale, montadoras de automóveis, a Dyson e a Poli-USP ). A demanda por esses aparelhos, que não podem falhar nunca, tornou-se grande demais. São necessários modelos com desempenho impecável, porém mais baratos e de fabricação mais rápida. Agora, uma das "marcas" de tecnologia mais fortes do mundo coloca seu nome nesse esforço global: pesquisadores da Nasa, a agência espacial americana, criaram um desses equipamentos para os doentes mais graves.


O trabalho durou 37 dias e foi conduzido por engenheiros no Laboratório de Propulsão a Jato (LPJ) da Nasa na Califórnia. Na terça-feira (21/4), o protótipo foi testado na Escola de Medicina Icahn, do Sistema de Saúde Monte Sinai, em Nova York. “O protótipo da Nasa funcionou como esperado sob grande variedade de condições simuladas de um paciente", afirmou Matthew Levin, diretor de Inovação da Escola. “A equipe se sente confiante que o Vital vai ventilar com segurança pacientes de Covid-19 nos EUA e pelo mundo todo". (...) (Fonte: Época Negócios)



2) Startup usa IA para identificar pneumonia causada por COVID-19


A startup Portal Telemedicina desenvolveu uma solução para que clínicas e laboratórios possam identificar se um paciente está com uma pneumonia tradicional (viral ou bacteriana) ou causada por COVID-19. O diagnóstico, que é complementar aos exames realizados atualmente (PCR e teste rápido), é feito por um algoritmo baseado em TensorFlow, um dos modelos de desenvolvimento de aplicações de inteligência artificial mais usados no mundo, que compara as imagens de raio-x ou tomografia de um paciente com um banco de dados de exames de pessoas que testaram positivo para o novo coronavírus.

O processo de análise e classificação por inteligência artificial é realizado por meio da plataforma da Portal Telemedicina, que usa a infraestrutura de nuvem do Google Cloud para armazenar os dados e processar o algoritmo. A tecnologia, desenvolvida por três anos pela equipe da startup com o auxílio de mentores do programa Google for Startups e de engenheiros do Google Cloud, foi adaptada nos últimos dois meses e apresenta 95% de precisão. Ela permite que, em cerca de 10 minutos, médicos possam apresentar o diagnóstico e direcionar o paciente para o protocolo de atendimento adequado. (...) (Fonte: Decision Report)




3) Brasileiros criam scanner que elimina o coronavírus de embalagens


Por conta do distanciamento social determinado pelas autoridades durante a pandemia do novo coronavírus, muitas pessoas têm dado preferência aos serviços de delivery. Pensando nisso, a Bizsys, empresa brasileira de tecnologia e inovação, em parceria com a healthcare The Bloc, criaram o SafeCode. O equipamento, que ainda está em fase de protótipo, é um scanner que usa a tecnologia de luz UV-C para destruir bactérias e vírus, incluindo o agente causador do novo coronavírus. O dispositivo pode ser utilizado em embalagens e até em alimentos, sem alterar suas propriedades.


O objetivo da criação é que ela seja usada por empresas de logística, estabelecendo uma nova forma de garantir a segurança das entregas. "Muitas empresas se limitam a recomendar o distanciamento social, optamos por desenvolver algo para a sociedade e que ajuda a salvar vidas", comenta Bernardo Romero, sócio e CCO da The Bloc. A ideia é bastante interessante, já que, de acordo com um estudo do New England Journal of Medicine, o vírus consegue sobreviver por até três dias em algumas superfícies. No caso de caixas de papelão, comumente usadas em entregas de comida, ele pode sobreviver por cerca de 24 horas, representando um risco tanto para quem entrega, quanto para quem recebe. (...) (Fonte: Olhar Digital)




4) Tecnologia permite monitorar a distância pacientes com suspeita ou sintomas brandos de COVID-19


Um sistema baseado em internet das coisas desenvolvido pela startup paulista Biologix para diagnosticar e monitorar apneia do sono em ambiente domiciliar pode ajudar a acompanhar remotamente pacientes com suspeita ou com sintomas brandos de COVID-19 e encaminhá-los a um hospital caso registre piora nos sinais clínicos. Viabilizada por meio de um projeto apoiado pelo Programa PIPE/PAPPE Subvenção, a tecnologia será testada por dois hospitais privados em São Paulo.


“Hoje há vários aplicativos voltados a monitorar pacientes com suspeita ou sintomas brandos de COVID-19, mas baseados em respostas subjetivas do próprio paciente, e não no monitoramento de sinais clínicos como o sistema que desenvolvemos permite fazer”, diz à Agência FAPESP Tácito Mistrorigo de Almeida, CEO da Biologix. O sistema é composto por um sensor portátil e sem fio. Ao ser colocado na ponta do dedo indicador, o dispositivo capta os dados de saturação de oxigênio e a frequência cardíaca do paciente. Os dados são coletados em tempo real por um aplicativo de celular gratuito, disponível nas plataformas Android e IOS. O programa envia as informações para a nuvem e automaticamente para o painel de controle da equipe médica que está monitorando o paciente. (...) (Fonte: Agência Fapesp)



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