• Fábio Henrique Araújo

Saúde 4.0 News - edição #45

Resumo semanal de notícias sobre Tecnologia, Inovação e Gestão na Saúde 4.0






1) MIT desenvolve projeto open source de ventilador mecânico de baixo custo


O ventilador de baixo custo E-Vent foi desenvolvido para auxiliar no tratamento do novo Coronavirus, Covid-19. O protótipo, criado pelo MIT, custa US$ 100, tem como objetivo ser uma opção aos aparelhos tradicionais, que não devem ser suficientes para atender todos os casos que precisam de respiração artificial, por exemplo.


Entretanto, o modelo fica disponível em código aberto para ser reproduzido por qualquer um. Vale lembrar que os Estados Unidos lideram o número de pessoas infectadas, e as mortes já passaram de mil pessoas, infelizmente.


De acordo com um levantamento do jornal The Washington Post, ventiladores mecânicos tradicionais têm preço entre US$ 25 mil e US$ 50 mil, dependendo claro das especificações. Logo, as iniciativas podem fazer a diferença no combate aos efeitos da pandemia. No caso ventilador do MIT, o fato de ser um design de código aberto significa que não terá patente registrada. Assim, qualquer um pode fabricá-lo integralmente sem precisar pagar royalties aos desenvolvedores.


Já no Brasil, a Coppe, instituto de pós-graduação e pesquisa em engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, também desenvolveu um ventilador mais barato para ajudar no combate à doença causada pelo Coronavírus. Os testes irão começar na próxima semana. (Fonte: Engenharia é)




2) Inteligência computacional usa notícias da internet para prever casos de coronavírus


Enquanto o novo coronavírus continua se espalhando pelo mundo, assistimos à proliferação de uma série de gráficos mostrando a evolução da covid-19 e curvas ilustrando o que poderá acontecer no futuro. Além de assustador, o cenário traz uma série de desafios adicionais para os cientistas da computação: como extrair conhecimentos úteis a partir dessa quantidade gigantesca de informações que circulam na internet sobre a pandemia, aproveitando os recursos tecnológicos que temos à disposição?


Esse é um desafio que já vem sendo enfrentado pelos pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Eles têm obtido bons resultados utilizando técnicas de inteligência artificial aplicadas à mineração de dados nas áreas de agronegócio e educação, por exemplo. Para isso, desenvolvem desde 2014 uma ferramenta chamada Websensors, que usa inteligência artificial para analisar eventos extraídos de textos de notícias, tais como informações sobre o que aconteceu, como, quando, onde e quem está envolvido.


Agora, estão empenhados em coletar eventos mencionando o novo coronavírus ou a doença covid-19. A meta é usar essas informações como conhecimento complementar para ser incorporado em modelos de previsão já existentes. Um exemplo é a previsão da curva de contaminação da pandemia, que pode ser ajustada considerando eventos sobre esse assunto. Além disso, esse conhecimento adicional será importante para apoiar especialistas na identificação futura de iniciativas bem-sucedidas e mal-sucedidas no combate ao vírus, o que terá grande utilidade nas próximas epidemias que enfrentaremos. (...) (Fonte: Jornal USP)




3) Robô brasileiro vai ajudar hospitais no combate ao novo Coronavírus


A crise mundial gerada pelo novo Coronavírus têm despertado em pessoas e empresas diversas iniciativas que buscam controlar e diminuir o impacto da pandemia. Uma das principais preocupações das autoridades é o risco de um eventual colapso do sistema de saúde, como o que vem ocorrendo na Itália. Se muitas pessoas são acometidas de uma vez com o novo Coronavírus, o resultado é o superlotamento do sistema de saúde. 


Por isso é tão fundamental o uso de dados como aliados no combate à pandemia do Covid-19. Segundo Ricardo Cappra, Cientista Chefe do Cappra Institute, que participou ativamente do combate à epidemia do Ebola em 2014, na África: “O que precisamos é ter mais qualidade de informação para que as pessoas lidem melhor com a doença. Tem muita informação por aí e as pessoas não sabem lidar com isso. Quando a situação ficar crítica aqui no Brasil, vamos precisar de dados qualificados para nos proteger.” Dessa forma, não apenas ter dados disponíveis, mas saber como trabalhar com esses dados é fundamental para o controle de uma pandemia como a do novo Coronavírus. 


Laura é o primeiro robô cognitivo de gestão de risco. A Laura utiliza Inteligência Artificial para detectar situações anormais em pacientes em hospitais e, com isso, salva vidas. Ela já está presente em muitos centros médicos e tem entregado importantes resultados na área de Saúde. Já são mais de 1.200.000 de pacientes conectados, um número que tende a crescer cada vez mais. (...) (Fonte: AAA Inovação)



4) Vírus eleva demanda por médicos virtuais e expande telemedicina


O novo coronavírus que obriga a bloqueios e abala economias também tem estimulado uma revolução silenciosa no campo da telemedicina. A propagação da COVID-19 pela Europa, com o aumento do número de pacientes, o medo de contaminação e sistemas de saúde saturados levam muitas pessoas a buscar consultas médicas on-line. A lista de empresas que oferecem médicos virtuais inclui startups como Doctolib, financiada pela General Atlantic, a francesa Qare, que tem apoio da seguradora Axa, a unidade Livi da sueca Kry International, a Push Doctor, do Reino Unido, e a Compugroup Medical, da Alemanha.


“É uma pena, mas a atual epidemia pressiona pacientes a dar o salto e pode acelerar uma mudança de hábitos”, disse Olivier Thierry, diretor-presidente da Qare, plataforma francesa que oferece consultas em vídeo com sua equipe de médicos. “As previsões de crescimento mudam a cada dia.” Em 2018, a Comissão Europeia estimou que o mercado global de telemedicina alcançaria 37 bilhões de euros (US$ 42 bilhões) até 2021, com taxa de crescimento anual de 14%.


Agora, esses números podem ser superados, pois as preocupações com o vírus aumentam a demanda, tornando essas consultas mais rotineiras e amplamente aceitas. O CEO da Qare espera que a telemedicina represente cerca de 10% das 400 milhões de consultas médicas anuais da França até o final de 2021, em relação a números insignificantes atualmente. A Qare, que cobra uma comissão de 20%, disse que nas últimas semanas registrou 25% mais consultas do que o normal. No ano passado, a empresa registrou 80 mil consultas em relação às 8 mil em seu primeiro ano completo de operação em 2018. (Fonte:

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