• Fábio Henrique Araújo

Saúde 4.0 News - edição #41

Resumo semanal de notícias sobre Tecnologia, Inovação e Gestão na Saúde 4.0






1) Pesquisadores usam inteligência artificial para descobrir novo antibiótico


Um time de pesquisadores do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) descobriu, por meio da inteligência artificial, um novo tipo de antibiótico, após um poderoso algoritmo analisar por vários dias mais de 100 milhões de compostos químicos em busca de uma nova via para o combate a bactérias resistentes.


Segundo um relatório do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, as superbactérias matam aproximadamente 35 mil pessoas por ano no país, e a BBC afirma que o aumento de bactérias resistentes a antibióticos aumentou 9% entre 2017 e 2018 no Reino Unido. Em ambos os casos, boa parte da “culpa” por esse problema é atribuída à automedicação: quando você toma inadvertidamente algum antibiótico por problemas menores, sem a devida consulta médica, a bactéria dentro de você pode se tornar mais resistente à droga, reduzindo ou eliminando a sua eficácia quando ela for realmente necessária.


Segundo os pesquisadores do MIT, o novo composto antibiótico tem capacidade de combater cerca de 35 tipos diferentes de bactérias. E por ser algo nunca utilizado, a resistência contra ele, estima-se, é virtualmente nula. "Em termos de descoberta de antibióticos, isso é algo absolutamente inédito”, disse Regina Barzilay, pesquisadora sênior do projeto do MIT. O discurso é endossado por James Collins, um bioengenheiro da equipe: "Eu acho que esse é um dos mais poderosos antibióticos descobertos até hoje. Nós queríamos desenvolver uma plataforma que nos permitisse domar o poder da inteligência artificial para trazer uma nova era à descoberta de drogas antibióticas”. (...) (Fonte: Canaltech)




2) Facebook testa vestível que conecta cérebro e computador


Desde 2017 o Facebook vem pesquisando interfaces cérebro-computador (BCI) não invasivas, que permitam ao usuário emitir comandos para dispositivos apenas com o pensamento. No momento, a companhia vê potencial em unir essa tecnologia a óculos de realidade aumentada – um usuário poderia simplesmente olhar para o que quisesse, receber informação e pensar nos comandos necessários para interagir com o que vê.


Outra aplicação possível é atender a pacientes imobilizados ou incapazes de falar, como descrito no ano passado num artigo da revista Nature, resultado de pesquisa patrocinada pelo Facebook. Na companhia, uma equipe de 60 especialistas se concentra nisso e faz avanços relevantes. Dias atrás, o principal coordenador desse esforço – Mark Chevillet, diretor de pesquisa no Facebook Reality Labs – contou como vai a pesquisa.


Acompanhe três pontos destacados na apresentação de Chevillet pela IEEE Spectrum: 1) a base da tecnologia usada até agora é detectar, por raio infravermelho, as mudanças no fluxo de oxigênio no cérebro (há outras frentes de trabalho, como monitorar a dilatação dos próprios vasos sanguíneos ou a atividade dos neurônios). O equipamento necessário é grande – o usuário tem de se colocar numa sala criada para isso. Mas a equipe conseguiu desenvolver uma versão vestível, em julho de 2019. Essa versão continua sendo testada para alcançar a mesma sensibilidade do equipamento maior. (...) (Fonte: Época Negócios)




3) Apple e Johnson & Johnson trabalham para reduzir o risco risco de derrame por meio de um aplicativo


"A Johnson & Johnson, em colaboração com a gigante tecnológica Apple, lançou o Heartline - um estudo virtual exclusivo para explorar se os recursos de saúde do coração nos dispositivos Apple podem melhorar os resultados de saúde, incluindo a redução do risco de derrame. Johnson & Johnson e Apple estão oferecendo a adultos norte-americanos qualificados (65 anos ou mais) a oportunidade de ingressar no estudo clínico, baixando o aplicativo Heartline Study no iPhone. O objetivo é avaliar se o aplicativo Heartline Study no iPhone e o aplicativo ECG e o recurso de notificação de ritmo irregular no Apple Watch, pode reduzir a probabilidade de derrame e melhorar os resultados de saúde com a detecção precoce de fibrilação atrial (AFib) - uma forma comum de ritmo cardíaco irregular.


O aceHeartline é um estudo que tem o potencial de mudar fundamentalmente nossa compreensão de como ferramentas de saúde digitais , como o aplicativo ECG e o recurso de notificação de ritmo irregular no Apple Watch, podem levar à detecção mais precoce do AFib, explicou o Dr. C. Michael Gibson, co-presidente do Heart comitê executivo de linha e professor de medicina da Harvard Medical School e CEO do Instituto Baim.


Apesar do AFib ser uma das principais causas de acidente vascular cerebral, as pessoas geralmente não apresentam sintomas, dificultando o diagnóstico. Mais de 33 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com AFib e até 30% nem sabem que o têm até ocorrer um evento cardiovascular grave, como um derrame. Através desta importante colaboração com a Apple, somos pioneiros em novos modelos que, esperamos, possam quebrar algumas das barreiras mais comuns à participação em estudos clínicos, disse Paul Burton, vice-presidente de assuntos médicos, medicina interna da Janssen Scientific Affairs. (...) (Fonte: Business Insider)




4) Cientistas criam “neurônios artificiais” para tratar Alzheimer e outras doenças


No Reino Unido, cientistas criaram um chip com “neurônios artificiais” capazes de reparar danos causados pelo Alzheimer e outras doenças degenerativas. A solução foi desenvolvida na Universidade de Bath e os resultados publicados na revista Nature. De acordo com os pesquisadores, o chip consegue imitar as respostas dos neurônios biológicos quando ativados pelo sistema nervoso.


Em um primeiro momento, os cientistas entenderam como as células respondem ao receber sinais elétricos de nervos específicos. A partir disso, desenvolveram, com modelagem computacional, um chip de silício capaz de reproduzir as mesmas reações. “Até agora, os neurônios eram como caixas pretas, mas agora conseguimos abri-las e espiar por dentro. Nosso trabalho está mudando de paradigma porque fornece um método robusto para reproduzir as propriedades elétricas de neurônios reais em mínimos detalhes” ressaltou Alain Nogaret, líder do projeto, em um comunicado.


Durante os testes, feitos em ratos, os cientistas conseguiram reproduzir sinais de neurônios respiratórios e do hipocampo — região do cérebro responsável pela formação e armazenamento de memórias. Futuramente, planejam usar o chip para tratamentos em humanos. “Estamos desenvolvendo marcapassos inteligentes que não apenas estimulam o coração a bombear a um ritmo constante, mas usam esses neurônios para responder em tempo real às demandas impostas ao coração — o que acontece naturalmente em um coração saudável. Outras aplicações possíveis podem estar no tratamento de Alzheimer e outras doenças degenerativas neuronais de maneira mais geral”, afirmou Nogaret. (...) (Fonte: Startse)


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