• Fábio Henrique Araújo

Saúde 4.0 News - edição #40

Resumo semanal de notícias sobre Tecnologia, Inovação e Gestão na Saúde 4.0






1) Nova técnica de processamento de imagem reduz radiação em exames de mama


A tomossíntese é um método de diagnóstico da mama que utiliza raios X para obter imagens tridimensionais e detectar tumores difíceis de serem descobertos por uma mamografia convencional. Apesar da eficiência, a quantidade de radiação utilizada nos exames pode colocar em risco a saúde das pacientes.


A fim de evitar esse problema, uma pesquisa da EESC (Escola de Engenharia de São Carlos) da USP propõe o uso de técnicas avançadas de processamento de imagens em computador para diminuir em até 50% a exposição aos raios X, sem prejudicar a precisão no diagnóstico. O novo método, atualmente em fase de testes, é descrito na tese de doutorado do engenheiro Lucas Rodrigues Borges, vencedora do Prêmio Tese Destaque USP 2019, na categoria Engenharias.


O engenheiro conta que o processo de aquisição das imagens de tomossíntese é muito semelhante à aquisição de uma imagem de mamografia convencional. "A paciente é posicionada pela técnica responsável e ocorre a compressão da mama. Em seguida, uma série de disparos é realizada. Após cada disparo, o tubo de raios X se movimenta, permitindo a visualização de ângulos diferentes da mama", diz. "Os raios-X formam projeções, que são então reconstruídas com o auxílio de um software, o que permite a visualização tridimensional do volume mamário, aumentando as chances de detecção de tumores difíceis de serem visualizados em uma mamografia convencional".


Para alcançar a qualidade obtida com os níveis de radiação atuais, a pesquisa propõe a utilização de ferramentas de filtragem, empregadas em conjunto com fórmulas matemáticas, para a melhoria da qualidade das imagens adquiridas em doses reduzidas. As ferramentas de filtragem foram desenvolvidas pelo grupo de pesquisa do professor Alessandro Foi, da Tampere University, na Finlândia (...) (Fonte: UOL)




2) Governo britânico investe £81m em tecnologia para criar RX em 40 segundos

O governo do Reino Unido prometeu £ 81 milhões para financiar a tecnologia de imagens médicas 3D capaz de produzir raios-X em apenas 40 segundos. Seu investimento será no desenvolvimento de lasers super brilhantes de última geração em um novo centro de imagens avançado em Oxfordshire. Onde as tecnologias existentes podem levar horas, os lasers podem criar imagens 3D de alta resolução em menos de um minuto - acelerando o desenvolvimento de novos tratamentos e reduzindo os custos com assistência médica. Este novo e inovador avanço em imagens médicas estará disponível para empresas do Reino Unido no Extreme Photonics Applications Centre (EPAC) até 2024. O ministro da Ciência do Reino Unido, Chris Skidmore, disse: “O lançamento de hoje do centro avançado de imagens de 81 milhões de libras aumentará o papel de liderança do Reino Unido na tecnologia a laser, incluindo a revolução da imagem médica. "Estou especialmente feliz por estar lançando o centro com a vencedora do Prêmio Nobel de Física, Donna Strickland - a terceira mulher na história a conquistar esse prêmio - no Dia Internacional da Mulher e da Mulher na Ciência." (...) (Fonte: NS Medical Devices)




3) Ministério da Saúde divulga plano para incentivar Pesquisa Clínica


O Ministério da Saúde lançou neste ano um plano para aumentar a capacidade do Brasil para o desenvolvimento de pesquisas que resultem novos métodos e novas tecnologias para prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças. O Plano de Ação de Pesquisa Clínica no Brasil demonstra a preocupação da pasta em oferecer o que há de melhor e mais moderno para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).


Para a diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde (SCTIE), Camile Sachetti, as pesquisas servirão para subsidiar políticas públicas e dar suporte para a incorporação de novas técnicas, novos procedimentos, além de tecnologias mais efetivas ao SUS, melhorando assim a qualidade do atendimento à população.


Aperfeiçoar a pesquisa clínica também é importante para a inovação em saúde e, consequentemente, para a independência do Brasil em relação a produtos e tecnologias. “O Plano também oferece a oportunidade de tratamento de ponta aos pacientes que, muitas vezes, não tem outra alternativa terapêutica, além de promover a melhoria da assistência nos centros e hospitais onde a pesquisa ocorre”, acrescentou a diretora. (...) (Fonte: Agência Saúde)




4) A impressão 3D de partes do corpo está chegando rapidamente, mas depende de regulamentação Nos últimos anos, o uso da impressão 3D explodiu na medicina. Engenheiros e profissionais médicos agora rotineiramente imprimem as mãos protéticas em 3D e ferramentas cirúrgicas. Mas a impressão 3D apenas começou a transformar o campo. Hoje, um conjunto de tecnologias rapidamente emergentes, conhecido como bioprinting, está pronto para ampliar ainda mais os limites. A bioimpressão utiliza impressoras 3D e técnicas para fabricar estruturas tridimensionais de materiais biológicos, de células a bioquímicos, através de posicionamento preciso camada por camada. O objetivo final é replicar tecidos e materiais funcionais, como órgãos, que podem ser transplantados para os seres humanos. Estamos mapeando a adoção de tecnologias de impressão 3D no campo da assistência médica e, particularmente, a bioprinting, em colaboração entre as faculdades de direito da Universidade de Bournemouth, no Reino Unido, e da Universidade de Saint Louis, nos Estados Unidos. Embora o futuro pareça promissor do ponto de vista técnico e científico, não está claro como a bioimpressão e seus produtos serão regulamentados. Essa incerteza pode ser problemática para fabricantes e pacientes e pode impedir que a bioimpressão cumpra sua promessa.


Considere o progresso recente em torno dos órgãos impressos em 3D, particularmente o exemplo de um coração impresso em 3D. Se um coração impresso em 3D estiver disponível, qual arcabouço legal  deve ser aplicado além do âmbito dos regulamentos da FDA? Nos Estados Unidos, a Lei Nacional de Transplante de Órgãos, que foi escrita com órgãos humanos em mente, deve ser aplicada? Ou precisamos alterar a lei ou até criar um conjunto separado de regras para órgãos impressos em 3D? Não temos dúvidas de que a impressão 3D em geral, e a bioprinting especificamente, avançarão rapidamente nos próximos anos. Os formuladores de políticas públicas devem prestar mais atenção ao campo para garantir que seu progresso não ultrapasse sua capacidade de regulá-lo com segurança e eficácia. Se eles obtiverem sucesso, poderá iniciar uma nova era na medicina que poderá melhorar a vida de inúmeros pacientes. (...) (Fonte: Singularity Hub)

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