• Fábio Henrique Araújo

Diagnóstico 4.0 News - edição #9

Resumo semanal de notícias sobre Radiologia, Diagnóstico por Imagem & Saúde 4.0




1) Brasileira será coordenadora do Comitê Internacional da Sociedade Americana de Oncologia


O Comitê Internacional da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) será presidido por um representante do Brasil. A eleita para essa importante missão é a médica baiana Clarissa Mathias. A posse ocorrerá durante o Congresso da ASCO, que é considerado o maior e mais importante do mundo sobre a especialidade e ocorrerá em Chicago, nos EUA, de 31 de maio a 4 de junho, e tem como mote central da programação deste ano a Medicina Humanizada. Com residência em Oncologia nos Estados Unidos, na Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, EUA, a profissional é referência nesta área.


"Sempre foquei muito nesta questão da Humanização, que é o que a ASCO traz como tema, porque acho que, só através dela é que a gente consegue acolher o paciente de forma integral e, juntamente com a equipe multidisciplinar, cuidar dele num momento tão delicado da vida", explica a oncologista que integra o Grupo Oncoclínicas. O objetivo do Congresso é discutir modalidades de tratamento de última geração, novas terapias e controvérsias em curso no campo oncológico. Durante a sua realização, também são apresentados resultados dos principais estudos em andamento em grandes centros de referência, além de novos medicamentos, novas condutas e alguns protocolos que modificam a forma de tratar determinados tipos de câncer.


Os avanços nas terapias direcionadas para câncer de pâncreas, próstata e pediatria, bem como, abordagens modernas para superar o acesso limitado ao tratamento do câncer, estão entre os tópicos que serão destacados no Programa da reunião. O Encontro Anual de 2019 da ASCO reunirá mais de 32 mil profissionais de Oncologia de todo o planeta em uma conferência de tema "cuidar de cada paciente, aprendendo com cada paciente".  

E, segundo Clarissa Mathias, o Brasil caminha a passos largos no exercício humanizado da Medicina.


"Nós temos aqui muitas pessoas que são exemplos do exercício humanizado da Medicina em todos os sentidos. Acho que o Brasil tem dado o exemplo disso. E eu fiquei muito feliz da ASCO ter escolhido esse tema, porque acredito na necessidade de cuidar dos pacientes de uma maneira global, a todo momento", defende. (...) (Fonte: Eu, Rio)


2) Ultrassonografia: uma ferramenta complementar nos distúrbios neuromusculares


No mundo capitalista, o ideal seria um exame de alta qualidade e baixo custo. Diante desta realidade, a ultrassonografia neuromuscular (USNM) ganha espaço por ter uma interessante relação custo-efetividade, complementando os testes eletrodiagnóstico nos distúrbios neuromusculares.Embora o advento da ultrassonografia médica é de 1940, ela foi introduzida pela primeira vez aos distúrbios neuromusculares em 1980, em estudos com distrofia muscular de Duchenne. Ao longo dos anos, ocorreu uma revolução no ultrassom.

Além de seus usos bem conhecidos em obstetrícia, cardiologia e distúrbios abdominais, é cada vez mais usado por intensivistas, emergencistas ortopedistas, anestesistas, especialistas em dor e neurologistas no estudo de distúrbios neuromusculares. Muitos avanços tecnológicos são responsáveis ​​por seu uso mais difundido: software aprimorado, sondas de alta frequência, resultando em resolução de imagem muito maior, dispositivos menores e portáteis, e custos mais baixos. A ultrassonografia diagnóstica fornece detalhes qualitativos e quantitativos sobre doenças nervosas e musculares e tem muitas indicações na avaliação de doenças neuromusculares raras e comuns.


A USNM concentra-se especificamente nos nervos periféricos, músculos e nas estruturas adjacentes. Por exemplo: as mononeuropatias focais estão entre as mais comuns das desordens neuromusculares e são frequentemente avaliadas com eletroneuromiografia, que analisa a fisiologia do nervo e do músculo, e muitas vezes, localiza o problema. Em contraste, a USNM é um exame de imagem que também pode localizar e adicionar informações diagnósticas específicas que os estudos de eletrodiagnóstico não conseguem detectar. Com instrumentação de ultrassom de ponta e sondas de alta resolução, os principais nervos dos membros superiores e seus ramos distais podem ser seguidos da axila até a mão. No membro inferior, os nervos podem ser seguidos da região glútea até os pés, mas, devido ao grande diâmetro das pernas e à espessura dos pés e da planta, é mais difícil as porções proximais do nervo e dos ramos terminais. Porções do plexo braquial são facilmente visíveis por ultra-som, mas o plexo lombossacro, devido à sua localização profunda, não é facilmente visualizado em adultos.


Ultrassom de alta resolução é particularmente informativo em relação às síndromes de compressão do nervo, como a síndrome do túnel do carpo, e o aumento focal do nervo parece ser um indicador importante da patologia local. A ultrassonografia pode ser útil para o estudo de neuropatias inflamatórias e traumáticas e pode também identificar alterações neoplásicas nos nervos. Na ultrassonografia do músculo, tanto as doenças neurogênicas quanto as musculares primárias estão associadas a aumento da ecogenicidade, atrofia, aumento da homogeneidade e perda da sombra óssea. (...) (Fonte: PEBMED)



3) Estes são os profissionais que vão definir o futuro da medicina


Os investimentos em empresas de tecnologia só crescem. E na saúde não é diferente. Segundo um levantamento global da consultoria Deloitte, os aportes nos negócios inovadores desse segmento terão incremento de 15,8% nos próximos três anos. Até 2022, serão injetados 280 bilhões de dólares por ano em companhias que apresentarem soluções para que as pessoas vivam mais — e melhor.


De fato, o mundo carece de ideias inovadoras e escaláveis que supram as necessidades médicas de populações carentes e periféricas. Um estudo conduzido pela Comissão de Saúde Global de Alta Qualidade, financiada pela Fundação Bill e Melinda Gates, estima que 1,6 milhão de cidadãos em países de renda média e baixa morram por ano por falta de acesso a serviços médicos.


No Brasil, embora os gastos com saúde consumam 8,9% do PIB, falta atendimento em centenas de pequenos municípios distantes dos centros urbanos.

Nesse contexto, ganha especial destaque a telemedicina — atendimento a distância mediado por plataformas tecnológicas. O setor ainda é considerado digitalmente atrasado, já que a maneira como os serviços de saúde são oferecidos mudou pouco nas últimas décadas.(...) (Fonte: Exame)


4) OMS divulga primeira diretriz sobre intervenções de saúde digital


A OMS divulgou nesta quarta-feira (17) novas recomendações sobre 10 maneiras pelas quais os países podem usar a tecnologia de saúde digital – acessível via telefones celulares, tablets e computadores – para melhorar a saúde das pessoas e os serviços essenciais.

"Aproveitar o poder das tecnologias digitais é fundamental para alcançarmos a cobertura universal de saúde", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Em última análise, as tecnologias digitais não são fins em si mesmas; são ferramentas vitais para promover a saúde, manter o mundo seguro e servir aos vulneráveis.”

Nos últimos dois anos, a OMS revisou sistematicamente as evidências sobre tecnologias digitais e consultou especialistas de todo o mundo para produzir recomendações sobre algumas maneiras de utilizá-las para maximizar o impacto nos sistemas de saúde e na saúde das populações.


Uma intervenção digital que já tem efeitos positivos em algumas áreas é o envio de lembretes a mulheres grávidas para comparecer às consultas de pré-natal e fazer com que as crianças retornem para se vacinar. Outras abordagens digitais revisadas incluem ferramentas de apoio à decisão para orientar os profissionais de saúde à medida que prestam cuidados; e permitir que indivíduos e profissionais de saúde se comuniquem e façam consultas sobre questões de saúde em diferentes locais.

"O uso de tecnologias digitais oferece novas oportunidades para melhorar a saúde das pessoas", afirmou Soumya Swaminathan, cientista-chefe da OMS. “Mas as evidências também destacam os desafios no impacto de algumas intervenções.” Ela acrescentou que, “se as tecnologias digitais devem ser sustentadas e integradas aos sistemas de saúde, também devem ser capazes de demonstrar melhorias a longo prazo em relação às formas tradicionais de prestação de serviços de saúde.”


A diretriz destaca o potencial de melhorar o gerenciamento de estoque, por exemplo. As tecnologias digitais permitem que os profissionais de saúde se comuniquem com mais eficiência sobre o status dos estoques e lacunas de commodities. No entanto, a notificação por si só não é suficiente para melhorar sua gestão; os sistemas de saúde também devem responder e agir em tempo oportuno para reabastecer as mercadorias necessárias.

“As intervenções digitais dependem fortemente do contexto e garantem um desenho apropriado”, alerta Garrett Mehl, cientista da OMS em inovações e pesquisas digitais. “Isso inclui questões estruturais nas configurações em que elas estão sendo usadas, infraestrutura disponível, necessidades de saúde que tentam resolver e a facilidade de uso da própria tecnologia.” (...) (Fonte: OPAS Brasil)


5) Colocando glamour na Mamografia: as clínicas estão tentando melhorar a experiência para fazer as mulheres comparecerem às consultas regulares.


Quando Shawna Peters, uma recrutadora de segurança cibernética em St. Paul, Minnesota, ouviu falar de uma noite VIP, incluindo cadeira de massagens e sacolas de presentes com balas, balms labiais e acessórios de manicure, ela topou na hora. Não importa que ela tenha que fazer uma mamografia para ganhar esses benefícios.


As mamografias são literalmente dolorosas - ao menos que você seja o tipo de pessoa que gosta de ter o seio esmagado contra placas. Sra. Peters, 44, disse que sempre adia fazê-las: "É como ir ao dentista limpar os dentes", disse ela. Mas na clínica Fairview em sua vizinhança em Eagan, Minnesota, a Sra. Peters acabou gostando de sua consulta. "A cadeira de massagem é apenas a cereja do bolo".


As noites VIP da Fairview fazem parte de uma nova estratégia que muitas clínicas médicas estão adotando para tornar as mamografias mais atraentes. "Adoçar" as consultas com drinks, roupões aquecidos e banhos ao som ambiente, dão um toque relaxante na experiência. São também uma maneira de oferecer outras soluções médicas para mulheres, que tendem a ser as tomadoras de decisão em suas famílias, neste assunto.


Estão chamando de amanhecer da era do "mamoglamour".


Quando Robert J. Min, o chefe da radiologia da Weill Cornell Medicine e presbiteriano novaiorquino, supervisionou a abertura de um novo Serviço de Imagem no centro de Manhattan no ano passado, ele insistiu que o espaço fosse brilhante e vivo. Embora seja subterrâneo, ele tinha designers colocando cortinas sobre as paredes suavemente iluminadas para imitar janelas, e na sala de espera do andar de cima, orquídeas foram colocadas em mesas com tampo de mármore. Onde as mulheres costumam esperar vestida de camisolas hospitalares, há iluminação meia-luz ajustável, armários pessoais, música relaxante e uma variedade de roupões que as pacientes podem usar para se cobrir. (As vestes vêm em tamanhos maiores e menores para diferentes corpos , em vez de um tamanho unissex.)


"Normalmente, na maioria das instalações de imaginologia da mama e/ou ginecologia & obstetrícia há um monte de tons pastéis e lírios d'água", disse o Dr. Min. Em vez disso, ele optou por uma parede com toque arrojado plotada com flores roxas tamanho G. "Eu não estava apenas tentando colocar cor, mas sim, injetar um pouco de vida e positividade", disse ele. "Estamos muito conscientes, ninguém quer estar lá - não é como ir a uma loja da Apple." (...) (Fonte: The New York Times)

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