• Fábio Henrique Araújo

Diagnóstico 4.0 News - edição #8

Resumo semanal de notícias sobre Radiologia, Diagnóstico por Imagem & Saúde 4.0




1) Big Data, exame genético e Apple Watch: como a tecnologia tem revolucionado a saúde

O Apple Watch – relógio inteligente da Apple – ganhou destaque no último congresso da Academia de Cardiologia norte-americana, que aconteceu esse ano nos Estados Unidos.

A Universidade de Stanford apresentou o resultado do Apple Heart Study, um estudo que contou com a participação de mais de 400 mil pessoas para verificar a capacidade do dispositivo de identificar a fibrilação atrial – um tipo de arritmia cardíaca que aumenta o risco de infarto e acidente vascular cerebral.


A pesquisa conseguiu identificar uma parcela de indivíduos com uma possível arritmia e eles foram encaminhados para um exame cardiológico. Desses, um terço apresentou a fibrilação atrial. O estudo ainda não foi publicado e não determina que o Apple Watch tenha potencial para diagnosticar a doença, porém aponta as tendências para o futuro da medicina.“A Apple e o Google estão buscando desenvolver dispositivos que possam ser usados com propósitos médicos. Hoje, eles já têm aprovação da FDA – Food and Drug Administration, a ‘Anvisa dos EUA’, para serem usados com esses fins.


A última versão do Apple Watch já tem a função de realizar um eletrocardiograma simples (ainda não autorizado no Brasil) e tem também um detector de queda. Se o relógio identifica que a pessoa caiu, ele solicita uma confirmação de que ela está bem. Quando não há resposta em 1 minuto, os serviços de emergência são contatados”, conta Morita.

Além dos recursos do relógio inteligente, a Apple tem investido em aplicativos e melhorias de hardware para oferecer recursos facilitadores da prática médica – em hospitais, consultório e no acompanhamento de pacientes.

Essa é apenas uma das muitas áreas que estão sendo exploradas pela empresa. “A tendência é que a inteligência artificial ganhe cada vez mais espaço e traga muitos benefícios. Porém, é necessário testar criteriosamente as tecnologias mais modernas, assim como é feito com um novo medicamento, antes de utilizá-la no cotidiano médico”, avalia Morita.


As gigantes da tecnologia, como Apple, Google, Amazon, IBM e Microsoft, estão investindo na área da saúde e não são as únicas. Conhecido como healthtech, o mercado cresce ano a ano com o surgimento de novas empresas.

“Somente na Califórnia, em 2018 foram investidos mais de 13 bilhões de dólares, 50% a mais do que no ano anterior”, aponta Maria Fernanda Neves, sócia da StartSe. A empresa da área de tecnologia e inovação mantém sede na China e no Vale do Silício (EUA) para acompanhar as principais tendências e é organizadora da HealthTech Conference.

Já foram três edições do evento, que reúne profissionais de saúde, tecnologia e startups para discutir as novidades do setor, incluindo o que já está disponível e seus benefícios aos pacientes. (Fonte: Gazeta do Povo)


2) Ultrassonografia óssea: como o ultrassom pode auxiliar na osteoporose?


A osteoporose é definida pela redução da densidade óssea que resulta em diminuição da resistência mecânica do osso e aumenta o risco de fraturas. A osteoporose prevalece em idosos e é uma patologia que gera altos custos sociais e financeiros. Apesar de cada vez mais disponível, a avaliação da densidade mineral óssea por métodos convencionais, os dados epidemiológicos demonstram uma necessidade ainda maior de estratificar os pacientes com risco de fratura. Nesse sentido, a ultrassonometria se propõe a fornecer uma avaliação complementar e fidedigna da qualidade óssea.


Entretanto, uma das limitações dos exames ultrassonográficos é capacidade que a onda sonora tem em propagar na estrutura e emitir os ecos que serão analisados; o tecido ósseo, pela a sua formação, dificulta bastante a aplicabilidade. Todavia, diante das vantagens como método de fácil domínio, alta disponibilidade, baixo custo, não invasivo e, principalmente, sem uso de radiação, algumas pesquisas acabaram por desenvolver técnicas capazes de avaliar os ecos ultrassonográficos do tecido ósseo.


As técnicas se baseiam na reflexão ou na transmissão da onda sonora, sendo esta a mais utilizada. A técnica de transmissão utiliza dois transdutores de sinal sonoro, acoplados, para emissão e recepção da onda sonora, enquanto os sistemas com técnica de reflexão usam um mesmo transdutor para emissão e recepção da onda sonora. Os aparelhos atualmente utilizados fornecem as seguintes variáveis: velocidade do som, velocidade aparente do som, coeficiente de atenuação do som e o índice “stiffness”.


Com esse mecanismo e as avaliações dessas variáveis é possível estabelecer de forma complementar a qualidade óssea e, a partir disso, estratificar paciente com maior risco de fraturas. Ressaltando sempre que os estudos não recomendam a substituição da avaliação da densidade mineral óssea considerada padrão ouro. (Fonte: PebMed)



3) Estudante mexicano cria sutiã capaz de detectar câncer de mama


Um estudante mexicano de 18 anos acaba de criar um sutiã capaz de ajudar mulheres a detectar precocemente um câncer de mama, projeto que acaba de ser premiado pelo Global Student Entrepreneur Awards (GSEA). Julian Rios Cantu se inspirou na batalha da mãe contra a doença, que exigiu uma dupla mastectomia.


O sutiã, batizado de EVA, foi pensado em conjunto com mais dois amigos através de sua empresa Higia Technologies, e foi criado especialmente para mulheres com predisposição genética ao câncer.

Equipado com cerca de 200 biosensores, a peça mapeia a superfície da mama e é capaz de monitorar as mudanças de temperatura, forma e peso. Para o diagnóstico, basta usar o sutiã por uma hora, toda semana.


Em entrevista ao jornal El Universal, Cantu disse que os sensores são capazes de determinar a condutividade térmica por zonas específicas. Em alguns casos, o calor pode indicar mais fluxo sanguíneo, o que, portanto, indica que os vasos sanguíneos estão ‘alimentando’ algo.

“O EVA coleta dados por meio da temperatura corporal. Assim que há uma malformação no seio ou um tumor, automaticamente ocorre uma super-vascularização. Portanto, quanto maior o fluxo de sangue, maior a temperatura”, explicou ao Infobae. A premiação rendeu aos estudantes US$ 20 mil pelo trabalho.(Fonte: Marie Claire)



4) Pesquisadores validam método capaz de mapear acúmulo de placas no cérebro humano


Pesquisadores validaram no Brasil uma metodologia capaz de mapear o acúmulo de peptídeo beta-amiloide no cérebro humano por meio de tomografia por emissão de pósitrons (PET, na sigla em inglês). Em pacientes com Alzheimer, esse peptídeo se agrupa de forma anômala e promove a deposição de placas no córtex cerebral. No estudo, resultado de um projeto temático apoiado pela FAPESP, a equipe de pesquisadores validou a metodologia de produção de um radiofármaco.

Denominado 11C-PIB, o radiofármaco atua como um marcador do acúmulo de peptídeo beta-amiloide no cérebro humano. Ele foi desenvolvido na Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, é um produto sem patente e com comercialização limitada, sobretudo por ter meia-vida física muito curta – faz uso de um radioisótopo (carbono-11) para marcar a molécula.


A metodologia, aliada a outras análises, constitui uma ferramenta importante para diferenciar casos de doença de Alzheimer de outras demências degenerativas. Embora já tenha sido testada em voluntários, ainda não está liberada para uso na rotina clínica.

“Durante o projeto de pesquisa, foi possível produzir o radiofármaco no Brasil, visto que já era utilizado em grandes centros de pesquisa fora do país. Além de conseguirmos validar a metodologia, fizemos testes pré-clínicos em animais e, na sequência, a metodologia foi aplicada em pacientes voluntários”, disse  Geraldo Busatto Filho, coordenador do Laboratório de Neuroimagem em Psiquiatria (LIM21) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) e coordenador do temático.

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência neurodegenerativa em idosos, sendo responsável por cerca de 70% dos casos. Seu diagnóstico, no entanto, ainda é complexo, por vezes tardio e feito por exclusão de outras causas de demência. Isso porque os processos neurodegenerativos que caracterizam a doença se iniciam anos antes de surgirem os primeiros sintomas, como perda de memória e dificuldade para acompanhar conversas mais complexas ou para resolver problemas.


De acordo com os pesquisadores, a validação de marcadores – como o 11C-PIB – tem o potencial de viabilizar o diagnóstico precoce e mais preciso, além de dar uma nova perspectiva para a doença, permitindo que no futuro novos tratamentos sejam testados. (Fonte: Interação Diagnóstica)


5) Flaus: confira a programação completa e garanta sua inscrição


O XIX Congresso Latino-Americano de Ultrassonografia (Flaus) contará com ampla programação científica. Professores brasileiros e estrangeiros abordarão aulas nas especialidades Ginecologia e Obstetrícia, Medicina Interna e Pequenas Partes, além das atividades Hands On.


O evento da Federação Latino-Americana das Sociedades de Ultrassonografia (Flaus), que conta com o apoio do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) e que tem como presidente o Dr. Antonio Carlos Matteoni de Athayde, ex-presidente do Colégio, ocorrerá nos dias 12 e 13 de julho, em Salvador (BA), no Fiesta Bahia Hotel.


Confira a programação completa.

Associados ao CBR, à Flaus e à SORBA têm desconto especial na inscrição, que deve ser feita pelo site, até o dia 13 de junho. (Fonte: CBR)

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