• Fábio Henrique Araújo

Diagnóstico 4.0 News - edição #4

Resumo semanal de notícias sobre Radiologia, Diagnóstico por Imagem & Saúde 4.0




1) Solução usa smartphone para melhorar diagnóstico para pessoas carentes


Santo smartphone. Na África, celulares estão sendo usados como aparelhos de ultrassom e ajudando a salvar vidas e melhorar a qualidade de vida de muita gente. Em muitas aldeias africanas, como a zona rural de Uganda, as pessoas nunca sequer passaram por esse tipo de exame.


Nessas regiões remotas, uma máquina de raio-X pode estar a horas de distância e os únicos aparelhos de tomografia ou ressonância magnética ficam restritos à capital do país. Mas agora, com uma invenção que pretende revolucionar a medicina mundial, é possível fazer um diagnóstico de imagem preciso e reduzir drasticamente o número de mortes. O aparelho de ultrassom manual tem aproximadamente o tamanho de um barbeador elétrico. Conectado ao celular, um aplicativo mostra as imagens para análise médica em tempo real.


O médico pode então identificar todos os órgãos, vasos sanguíneos, válvulas e outros componentes do corpo – e, ao mesmo tempo, reconhecer tumores e outras doenças como a pneumonia, por exemplo. Dois terços da população mundial não têm acesso a nenhum tipo de imagem. A ideia é oferecer a médicos e enfermeiras de todo o mundo um dispositivo portátil de última geração que custa infinitamente menos que um equipamento médico tradicional. O ultrassom portátil é vendido nos Estados Unidos por dois mil dólares; cerca de oito mil reais. (Fonte: Olhar Digital)


2) Jovem de 17 anos descobre tratamento que pode ajudar na cura do câncer


A cura do câncer é, sem dúvidas, uma das descobertas científicas mais esperadas. Um estudo divulgado com alarde no mundo inteiro hoje, feito pela estudante chinesa Angela Zhang, de apenas 17 anos (!), aponta que é possível combater células cancerígenas sem afetar as células sadias.


A ideia da jovem foi misturar remédios de combate ao câncer em um polímero (um composto químico com grande massa molecular), que se ligaria a nanopartículas. A grande sacada é que essas nanopartículas se prendem mais rápido às células cancerígenas e, por isso, em uma ressonância magnética, os médicos seriam capazes de detectar exatamente onde os tumores estão.


Por fim, uma luz infravermelha aplicada na direção dos tumores derreteria o polímero, o que liberaria o remédio e deixaria as células saudáveis ilesas. Os testes em tumores de ratos mostraram que as células do câncer foram quase completamente destruídas. Ainda é cedo para tirar conclusões – testes em seres humanos só devem acontecer daqui alguns anos.

Mas a descoberta de Zhang já é um passo importante. Um dos maiores problemas nos tratamentos já conhecidos – radio e quimioterapia – é justamente os efeitos colaterais que provocam no paciente. (Fonte: Super Interessante)


3) Ultrassonografia no final da gestação pode reduzir a taxa de cesariana


A realização de ultrassonografia no final da gestação ajuda as mulheres a evitar a apresentação pélvica (bebê sentado) não diagnosticada de seus bebês, traduzindo-se em melhores resultados clínicos, menores taxas de cesáreas de emergência e, talvez, até em menores custos para o sistema de saúde, conforme estudo publicado em 16 de abril na revista PLOS Medicine.


Essa informação é muito importante, em especial no último mês da gravidez, pois pode ser um determinante para a via de parto. Ao atingir um certo peso e avançar nas semanas da gravidez, fica mais difícil o bebê mudar sua apresentação. Nos fetos transversos podemos ter a cabeça, ou pólo cefálico, para a direita ou para a esquerda. As descobertas são uma boa notícia não só para as mulheres e seus bebês, mas também para o sistema de saúde, escreveu uma equipe liderada por David Wästlund, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.


"De acordo com nossas estimativas, a ultrassonografia universal de gravidez tardia em mulheres nulíparas eliminaria virtualmente a apresentação pélvica não diagnosticada, reduziria a mortalidade fetal na apresentação pélvica e seria custo-efetivo se a apresentação fetal pudesse ser avaliada por menos de 19,80 libras [25,95 dólares]. EUA] por mulher ", escreveu o grupo.

A apresentação da culatra fetal aumenta o risco de complicações para o bebê e para a mãe, observaram Wästlund e colegas. Normalmente, a posição de um bebê é avaliada pela palpação do abdome da mulher, mas a sensibilidade dessa técnica varia de acordo com o praticante.

"Apesar da relativa facilidade com que a apresentação pélvica pode ser identificada através do rastreamento ultrassonográfico, a avaliação da apresentação fetal a termo é frequentemente baseada apenas no exame clínico", escreveram os pesquisadores. "Devido a limitações nesta abordagem, muitas mulheres chegam em trabalho de parto com uma apresentação pélvica não diagnosticada."


Os pesquisadores realizaram a triagem ultrassonográfica em 36 semanas de gestação em 3.879 mulheres inglesas que tiveram primeira gestação entre janeiro de 2008 e julho de 2012. Destas, 179 (4,6%) foram diagnosticadas com apresentação de culatra. Em mais da metade deles (54%), a apresentação pélvica não havia sido suspeitada antes do parto.

Às mulheres com bebês em posição de culatra foram oferecidos um procedimento chamado versão cefálica externa (ECV) para tentar virar o bebê; para aqueles que não queriam esse procedimento ou para quem não trabalhava, foi agendada uma cesariana.


Os pesquisadores também estimaram o custo da ultrassonografia universal no final da gravidez usando dados do Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra (NHS) para comparar os desfechos de nascimento de gravidez pélvica rastreados com e sem ultrassom.

O procedimento do ECV foi tentado em 84 (46,9%) das mulheres com bebês pélvicos e obteve sucesso em 12 (14,3%). Das 179 mulheres com bebês pélvicos, os pesquisadores descobriram o seguinte:

10,6% parto vaginal (seguindo uma versão planejada ou espontânea);

61,5% entregues por cesariana eletiva;

27,9% entregues por cesariana de emergência (devido à mão de obra que inicia antes da data prevista para a cesárea).

"Nenhuma mulher da coorte teve um parto pélvico vaginal ou experimentou uma cesariana intraparto para a pélvis não diagnosticada", observaram os pesquisadores. (Fonte: Interação Diagnóstica)


4) Diagnóstico precoce de prenhez com ultrassom Doppler em vacas aumenta produção


Estudos da Embrapa Gado de Leite (MG) demonstram que é possível reduzir o intervalo entre inseminações de uma vaca em cerca de 20 dias com a utilização do ultrassom Doppler para realizar diagnóstico precoce da prenhez.

A redução do intervalo de partos no rebanho representa ganho econômico tanto na produção de uma vaca de leite quanto na engorda de bezerros de corte. Um animal que produza 30 litros diários de leite, por exemplo, terá acrescentado à sua produção 600 litros no fim da lactação. Em um rebanho formado por 100 vacas que tenham reduzido o intervalo de partos nessa proporção, serão 60 mil litros de leite a mais produzidos na lactação.


As pesquisas, cujas técnicas já são aplicadas por médios e grandes produtores que adotam em seus rebanhos a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), tiveram início em 2010, na Embrapa Gado de Leite, por meio de projeto de pesquisa apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). (Fonte: Agro em Dia)


5) Pesquisa online com mulheres pode colocar o Câncer de Mama em nova perspectiva


A Sociedade Brasileira de Mastologia em parceria com a Libbs Indústria Farmacêutica quer ouvir o que as mulheres sabem sobre o câncer de mama. Dessa forma, lançou uma pesquisa on line para identificar o conhecimento, a atitude e a prática das mulheres de todas as regiões do país sobre o câncer de mama. Todas as mulheres acima dos 18 anos podem participar, basta acessar o site e responder o questionário.


De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Antônio Frasson, o principal objetivo do estudo é contribuir com os órgãos responsáveis pela Saúde Pública na formulação de políticas mais eficientes, além de promover ações de conscientização para que a população tenha condições de contribuir de maneira ativa no diagnóstico precoce. “Este é o primeiro levantamento nacional da Sociedade Brasileira de Mastologia junto às mulheres. Considerando que a falta de informação atrapalha o reconhecimento dos sinais e sintomas, o que pode atrasar a busca por atendimento médico por parte das pacientes e, consequentemente, dificultar o tratamento, queremos analisar o conhecimento em relação ao câncer de mama em mulheres brasileiras.


Segundo o presidente, a partir do resultado dos questionários, será possível direcionar como a sociedade médica e governos podem focar os esforços de forma mais eficaz. Para ele, esse movimento vai ao encontro das Diretrizes para a Detecção Precoce do Câncer de Mama no Brasil. Ele lembra que dados da Sociedade Brasileira de Mastologia mostram que mulheres possuem 100 vezes mais chances que os homens de desenvolver o Câncer de Mama, principalmente após os 40 anos de idade. “Os métodos de rastreamento e diagnóstico disponíveis atualmente são capazes de detectar o câncer em estágios iniciais, porém fatores como as falhas nesse rastreamento das pacientes e a lentidão até a confirmação do diagnóstico contribuem para uma mortalidade tão alta”, afirma. (Fonte: Rondo Notícias).

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