• Fábio Henrique Araújo

Diagnóstico 4.0 News - edição #38

Resumo semanal de notícias sobre Radiologia, Diagnóstico por Imagem & Saúde 4.0




1) MCTIC e Ministério da Saúde lançam Câmara da Saúde 4.0

Os Ministérios MCTIC e Saúde lançaram nesta quinta-feira, 30, a Câmara da Saúde 4.0, seguindo o plano de Internet das Coisas do governo federal. "A tecnologia vai permitir uma revolução na área de saúde no Brasil", afirmou o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, durante o lançamento. A área da saúde é um dos quatro temas prioritários identificados no Plano Nacional de Internet das Coisas (IoT), do MCTIC, que já criou as câmaras da Indústria 4.0, Agro 4.0 e Cidades Inteligentes 4.0.


"A tecnologia tem de ser usada para melhorar a vida das pessoas. Internet das Coisas, inteligência artificial e conectividade, tudo isso em conjunto vai nos permitir revolucionar a tecnologia aplicada na área de saúde, tanto em grandes cidades como nas localidades mais distantes", destacou Marcos Pontes. O ministro reforçou que o MCTIC tem como missão melhorar a qualidade de vida das pessoas e, segundo ele, a colaboração com o Ministério da Saúde vai permitir a execução dessa missão de forma intensa e extensa.


A Câmara da Saúde 4.0 será coordenada pelo Ministério da Saúde, em comum acordo com o MCTIC, estimulando a participação de membros das universidades, institutos de ciência e tecnologia, iniciativa privada e demais atores relevantes no cenário da inovação e da saúde, com a participação de estados e municípios. O objetivo é aproximar os membros, identificar e discutir assuntos relevantes, buscar sinergias, alinhar ações, articular e propor iniciativas para a implementação de IoT.


Na cerimônia, foi assinado um acordo de cooperação técnica entre os dois ministérios com o objetivo de aprimorar a implementação de aplicações de Internet das Coisas na área da saúde. O uso desses dispositivos poderá melhorar a efetividade da assistência à saúde por meio do monitoramento contínuo dos pacientes e da adoção de soluções de IoT; aumentar a celeridade e eficácia na vigilância epidemiológica e eventuais riscos à saúde; promover a conectividade visando à integração do Sistema Único de Saúde (SUS). (...) (Fonte: TI Inside)




2) Ufba possui tecnologia que rastreia DNA do coronavírus em 3 horas

De 48 para três horas. Essa é a redução no tempo de diagnóstico do novo coronavírus, oferecido por um equipamento da Universidade Federal da Bahia (Ufba). O processo, é o mesmo que foi capaz de identificar o zika vírus há cinco anos.  Trata-se de um equipamento batizado de Real Timer e que realiza um processo chamado RT-PCR. “Esse equipamento faz uma reação que é capaz de identificar o material genético do vírus e é isso que os laboratórios utilizam para cravar o diagnóstico”, explica o pesquisador e virologista Gúbio Soares. Segundo ele, todo o processo, que confirma o diagnóstico, pode ser concluído em até três horas.


Hoje, segundo informações da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), o processo de diagnóstico precisa ser confirmado fora do estado. As análises começam no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em Salvador, mas precisam ser finalizadas no Rio de Janeiro. “O material de algum paciente suspeito é encaminhado para o Lacen-Ba, onde serão feitos testes para vírus respiratórios com circulação no país, como H1N1. Em casos de negativo para essas análises iniciais, o material deve ser encaminhado para o laboratório de referência para a Bahia, que é a Fiocruz, no Rio”, diz  a nota da Sesab. Questionada sobre o tempo até a obtenção de um diagnóstico final, a Sesab respondeu apenas que “ainda não há comunicado oficial quanto ao tempo para o resultado”. Segundo Gúbio Soares, o processo pode durar  48 horas.


Ainda segundo Soares, este processo que pode ser realizado na Ufba é a forma mais eficiente para, atualmente, cravar um diagnóstico. “Ainda não existem testes imunológicos para detectar anticorpos contra o vírus porque ele é novo”, explica o pesquisador. O equipamento, que chegou à universidade no final de 2019, é uma versão ainda mais moderna do mesmo usado na identificação do Zika, em 2015.


A previsão é que ele seja capaz de realizar a análise de 90 amostras por mês. A identificação, no entanto, ainda não foi realizada justamente pela falta de amostras circulando na Bahia. O estado só relatou dois casos suspeitos, no começo da epidemia de coronavírus, em janeiro, mas nenhum deles foi confirmado. Atualmente, nove casos suspeitos são avaliados, nenhum deles na região Nordeste.  Os casos suspeitos no estado seguiram o procedimento padrão da Sesab. Questionada, a pasta não respondeu se pretende utilizar a tecnologia disponível na Ufba. (...) (Fonte: Correio da Bahia)




3) Inteligência Artificial previu epidemia do coronavírus

Nove dias antes de a Organização Mundial da Saúde emitir um alerta sobre a epidemia do coronavírus da China que começava a acontecer no seu país de origem, uma startup de Inteligência Artificial detectou a doença e para quais locais ela iria viajar. A tecnologia da startup BlueDot, baseada no Canadá, previu corretamente que a doença iria chegar a Bangkok, Seul, Taipei e Tóquio.


Apesar de o governo chinês não ter fornecido muitas informações para as autoridades globais de saúde, a startup previu a expansão do coronavírus com base em outro fator de risco: a emissão de passagens aéreas. A empresa foi criada por Kamran Khan, um médico infectologista que trabalhava em hospitais em 2003 durante o surto da doença que ficou conhecida como SARS, similar ao atual coronavírus da China. Com 40 funcionários, a BlueDot foi criada em 2013 e investimentos que totalizam US$ 9,4 milhões.


O Google já tentou fazer algo semelhante no passado. A empresa tinha um site chamado Google Flu Trends, que foi descontinuado em 2013, após ter subestimado um surte de gripe em 2013. Por ora, não há vacina ou cura conhecida para o coronavírus da China, que já matou mais de 100 pessoas e infectou mais de 4 mil. (Fonte: Startupi)



4) Medicação criada por inteligência artificial será usada em humanos pela primeira vez


Uma molécula de droga "inventada" pela inteligência artificial (IA) será usada em testes em humanos - algo inédito no mundo - no aprendizado de máquinas em medicina. A medicação foi criado pela startup britânica Exscientia e pela empresa farmacêutica japonesa Sumitomo Dainippon Pharma. O medicamento será usado no tratamento de pacientes com transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).


Normalmente, o desenvolvimento de medicamentos leva cerca de cinco anos para ser testado, mas o medicamento baseado em IA leva apenas 12 meses. O diretor executivo da Exscienta, Prof Andrew Hopkins, descreveu o evento como um "marco fundamental na descoberta de drogas".


Ele disse à BBC: "Já tínhamos visto a IA para diagnosticar pacientes e analisar dados e exames de pacientes, mas esse é um uso direto da IA ​​na criação de um novo medicamento". A molécula - conhecida como DSP-1181 - foi criada usando algoritmos que vasculham possíveis compostos, comparando-os com um enorme banco de dados de parâmetros. "São necessárias bilhões de decisões para encontrar as moléculas corretas e é uma decisão enorme projetar um medicamento com precisão", disse Hopkins.


"Mas a beleza do algoritmo é que eles são agnósticos, portanto podem ser aplicados a qualquer doença", acrescentou. O primeiro medicamento entrará nos ensaios da primeira fase no Japão que, se forem bem-sucedidos, serão seguidos por mais testes globais. A empresa já está trabalhando em medicamentos em potencial para o tratamento de câncer e doenças cardiovasculares e espera ter outra molécula pronta para testes clínicos até o final do ano. (...) (Fonte: BBC)



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