• Fábio Henrique Araújo

Diagnóstico 4.0 News - edição #37

Resumo semanal de notícias sobre Radiologia, Diagnóstico por Imagem & Saúde 4.0




1) Cientistas Criam o Primeiro Organismo Vivo e Programável

Uma combinação notável de inteligência artificial (IA) e biologia produziu os primeiros “robôs vivos” do mundo. Nesta semana, uma equipe de pesquisa de roboticistas e cientistas publicou sua receita para criar uma nova forma de vida chamada xenobots a partir de células-tronco. O termo "xeno" vem das células de sapo ( Xenopus laevis ) usadas para produzi -las. Um dos pesquisadores descreveu a criação como "nem um robô tradicional nem uma espécie conhecida de animal", mas uma "nova classe de artefato: um organismo vivo e programável".


Os Xenobots têm menos de 1 milímetro de comprimento e são constituídos por 500 a 1.000 células vivas. Eles têm várias formas simples, incluindo alguns com "pernas" agachadas. Eles podem se impulsionar em direções lineares ou circulares, unir-se para agir coletivamente e mover objetos pequenos. Usando sua própria energia celular, eles podem viver até 10 dias. Embora essas “bio-máquinas reconfiguráveis” possam melhorar enormemente a saúde humana, animal e ambiental, elas levantam preocupações legais e éticas.


Para fazer xenobots, a equipe de pesquisa usou um supercomputador para testar milhares de projetos aleatórios de seres vivos simples que podiam executar determinadas tarefas. O computador foi programado com um "algoritmo evolutivo" de IA para prever quais organismos provavelmente exibiriam tarefas úteis, como avançar em direção a um alvo. Após a seleção dos desenhos mais promissores, os cientistas tentaram replicar os modelos virtuais com pele de sapo ou células cardíacas, que foram unidas manualmente usando ferramentas de microcirurgia. As células cardíacas nessas assembleias sob medida se contraem e relaxam, dando movimento aos organismos.


A criação de xenobots é inovadora. Apesar de serem descritos como “robôs vivos programáveis”, eles são na verdade completamente orgânicos e feitos de tecido vivo. O termo "robô" foi usado porque os xenobots podem ser configurados em diferentes formas e formatos e "programados" para atingir determinados objetos, que eles involuntariamente procuram. Eles também podem se reparar após serem danificados. (...) (Fonte: Singularity Hub)



2) Startup desenvolve lentes de contato inteligentes


Já pensou se fosse possível dar comandos a um smartphone apenas com o movimento dos olhos? Para a direita, acessa o WhatsApp. Para a esquerda, abre o aplicativo do banco. Parece algo muito distante de acontecer, mas a inovação já vem sendo desenvolvida pela startup Mojo Leans, criada pela empresa Mojo Vision. A Wired teve acesso às lentes de contato inteligentes que vêm sendo desenvolvidas em segredo há cinco anos na sede da empresa, na Califórnia. Apesar de já estar em processo avançado, a publicação diz que ainda deve levar um tempo até a inovação ser disponibilizada no mercado.


A Mojo Vision tem como fundadores alguns veteranos do setor de tecnologia, com históricos que passam pela Apple, Google, Amazon e Microsoft. A ideia é reduzir a dependência de telas. Por exemplo, ao invés de pegar o telefone para checar uma mensagem recebida, basta olhar para o lado e já resolver o assunto. A reportagem diz, ainda, que as telas embutidas nas lentes são do tamanho da ponta de uma caneta. Ao olhar através da lente, as imagens e textos pairam sobre o mundo real, como uma realidade aumentada.


Todo o uso de aplicativos é por meio do movimentos dos olhos e comando de voz. É possível trocar de aplicativos também dessa forma. A Mojo Vision pretende que o dispositivo também ajude a corrigir problemas de visão que o usuário possa ter, como uma lente de contato comum. A empresa fez uma parceria com a Vista Center, uma organização para cegos e deficientes visuais em Palo Alto, na Califórnia, para obter contribuições para as lentes durante o desenvolvimento. A empresa também trabalhará com especialistas da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, que garante as licenças para produção de lentes de contato em geral. (Fonte: PEGN)



3) Apple está trabalhando na tecnologia preventiva da saúde

Tim Cook, CEO da empresa, comentou as contribuições da Apple para o setor de saúde durante um painel, sugerindo que o que começou com o rastreamento da saúde do coração no Apple Watch em breve poderia se espalhar para outras áreas de interesse. Os modelos atuais do Apple Watch estão equipados com sensores capazes de detectar fibrilação atrial, ou AFib, uma arritmia cardíaca comum que pode levar a derrame em alguns pacientes. O Apple Watch Series 4 e Series 5 vão um pouco além e incluem uma função de eletrocardiograma aprovada pela FDA para obter leituras mais precisas.

Como o primeiro dispositivo ao consumidor aprovado pela FDA a incorporar um eletrocardiograma, o Apple Watch é um entrante precoce no que parece ser um setor de crossover em expansão que une a tecnologia do consumidor à assistência médica."Estou vendo que essa interseção ainda não foi explorada muito bem. Não há muita tecnologia associada à maneira como a assistência médica é feita, a menos que se envolvam em problemas muito sérios." "Cook disse em uma sessão de perguntas e respostas com o CEO da IDA na Irlanda. Martin Shanahan, de acordo com a Silicon Republic. A IDA entregou na segunda-feira a Cook o prêmio especial de reconhecimento especial pelos 40 anos de investimento da Apple na Irlanda.


A maioria dos recursos de monitoramento cardíaco do Apple Watch, como a detecção de AFib, é inerentemente preventiva e pode reduzir potencialmente os custos de assistência médica ou até salvar vidas. "Acho que você pode ter essa ideia simples de ter coisas preventivas e encontrar muitas outras áreas em que a tecnologia cruza a assistência médica, e acho que toda a nossa vida provavelmente seria melhor para ela", disse Cook. Ele acrescentou que o custo da assistência médica pode "ser fundamentalmente reduzido, provavelmente de forma drástica", integrando tecnologias comuns de assistência médica em dispositivos de consumo.

"A maior parte do dinheiro na área da saúde vai para os casos que não foram identificados com antecedência suficiente", disse Cook. "Vai levar algum tempo, mas as coisas que estamos fazendo agora - sobre as quais não vou falar hoje - me dão muito motivo de esperança". (...) (Fonte: Apple Insider)



4) Cientistas brasileiros desenvolvem diagnóstico de Alzheimer pela saliva

O Alzheimer é uma doença que afeta, atualmente, cerca de 46,8 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com o Instituto Alzheimer Brasil. O diagnóstico da doença, hoje em dia, é uma combinação de vários exames e análise de sintomas que podem identificar a condição. No entanto, um novo teste que está sendo desenvolvido por pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) permite diagnosticar a doença por meio da saliva, de forma indolor, até 30 anos antes. Com base em um estudo realizado em 2008, onde foi percebida a presença de substâncias no sangue de pessoas que tinham a doença, o cientista e biotecnólogo Gustavo Alves e sua equipe desenvolveram um teste que utiliza biomarcadores para identificar a doença 30 anos antes dos sintomas começarem a aparecer.


Para isso, basta coletar a saliva do paciente por 13 minutos, utilizando um swab estéril com algodão na ponta. Em entrevista a EXAME, Alves disse que o uso de saliva para diagnóstico é inédito: “A ideia de utilizar a saliva veio porque, até então, a saliva era considerada um líquido sem muita utilidade – não se tinha muita crença de que poderia ser utilizada como método diagnóstico”, comentou Alves. Inicialmente, o professor de pesquisa do SENAC e sua equipe analisaram a saliva de 54 idosos, com e sem a doença, para identificar as proteínas TAU e Beta amilóide. Os resultados das amostras dos indivíduos com alzheimer foram positivos, o que fez com que a equipe resolvesse realizar mais testes.


Em 2018, eles reuniram 180 pacientes – entre eles, 60 idosos com a doença, 60 idosos sem a doença e 60 jovens sem a doença -, e coletaram sua saliva, para depois colocá-la em processo de centrifugação e viabilizar a identificação das proteínas. Com esses resultados, foi possível identificar que os idosos com a doença continham as proteínas TAU e Beta amilóide em sua saliva, e que os sem o diagnóstico de Alzheimer não as possuíam. “A nossa ideia é facilitar o processo de diagnóstico, principalmente porque essas proteínas começam a se acumular no cérebro da pessoa cerca de 30 anos antes dos sintomas aparecerem”, disse Alves. (...) (Fonte: Exame)

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