• Fábio Henrique Araújo

Diagnóstico 4.0 News - edição #36

Resumo semanal de notícias sobre Radiologia, Diagnóstico por Imagem & Saúde 4.0




1) Definidos novos requisitos para serviços de radiologia

Está em vigor a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 330/2019, que estabelece os requisitos sanitários para a organização e o funcionamento de serviços de radiologia diagnóstica ou intervencionista e regulamenta o controle das exposições médicas, ocupacionais e do público decorrentes do uso de tecnologias radiológicas diagnósticas ou intervencionistas.


Publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.) de quinta-feira (26/12), a RDC 330/2019 aplica-se a todos as pessoas físicas ou jurídicas, de direito privado ou público, civis ou militares, envolvidas com a prestação de serviços, com a fabricação e a comercialização de equipamentos, bem como seus componentes e acessórios, e com a utilização de radiações em atividades de pesquisa e de ensino em saúde humana.


Complementarmente, foram publicadas oito Instruções Normativas (INs): 52/2019, 53/2019, 54/2019, 55/2019, 56/2019, 57/2019, 58/2019 e 59/2019. Veja a seguir o que cada uma delas estabelece essencialmente.

IN 52/2019: dispõe sobre os requisitos sanitários para a garantia da qualidade e da segurança em sistemas de radiografia médica convencional.

IN 53/2019: dispõe sobre os requisitos sanitários para a garantia da qualidade e da segurança de sistemas de fluoroscopia e de radiologia intervencionista.

IN 54/2019: dispõe sobre os requisitos sanitários para a garantia da qualidade e da segurança de sistemas de mamografia.

IN 55/2019: dispõe sobre os requisitos sanitários para a garantia de qualidade e da segurança em sistemas de tomografia computadorizada médica.

IN 56/2019: dispõe sobre os requisitos sanitários para a garantia da qualidade e da segurança em sistemas de radiologia odontológica extraoral.

IN 57/2019: dispõe sobre requisitos sanitários para a garantia da qualidade e da segurança em sistemas de radiologia odontológica intraoral.

IN 58/2019: dispõe sobre os requisitos sanitários para a garantia da qualidade e da segurança em sistemas de ultrassom diagnóstico ou intervencionista.

IN 59/2019: dispõe sobre os requisitos sanitários para a garantia da qualidade e da segurança em sistemas de ressonância magnética nuclear.

(Fonte: ANVISA)



2) Teste detecta alterações cromossômicas que causam aborto espontâneo


A Organização Mundial da Saúde estima que um em cada dez casais em idade fértil tem algum tipo de dificuldade para engravidar. No Brasil, 8 milhões de casais se enquadram nessa estimativa. Dentre as principais causas de infertilidade, estão, para as mulheres, a endometriose, as alterações tubárias e na ovulação, ou mesmo uterinas. Para homens, fatores que afetam a qualidade e a motilidade dos espermatozoides, como processos infecciosos, exposição a toxinas, fatores genéticos, alterações hormonais, obstrução do ducto deferente (canal de transporte dos espermatozoides) e varicocele, são os principais causadores de problemas.

Atualmente, um grande leque de opções e tratamentos de fertilidade estão à disposição dos casais que buscam engravidar, como por exemplo a inseminação artificial, quando há a injeção do sêmen processado diretamente no útero da mulher, e a fertilização in vitro, onde é realizada a indução da ovulação, seguida pela retirada e fertilização dos óvulos e, finalmente, a transferência dos embriões gerados in vitro para o útero da mulher. Os abortos espontâneos ou de repetição fazem parte dos principais medos de casais que pretendem engravidar, especialmente dos que já sofreram com perdas gestacionais. As alterações cromossômicas são responsáveis por pelo menos metade dos casos de aborto espontâneo no primeiro trimestre de gestação.


Capaz de apontar se uma alteração cromossômica foi a causadora do aborto, o Teste POC também permite ajudar pacientes a escolher futuras opções reprodutivas. “O Teste POC é indicado para grávidas que sofrem perda gestacional e que buscam entender o motivo e procurar estratégias junto ao médico para uma nova gestação saudável evitando a recorrência”, conta Nelson Gaburo, gerente geral do DB Molecular, uma divisão do grupo Diagnósticos do Brasil, único laboratório exclusivo de apoio do país, que oferece o mais alto padrão de qualidade e serviços de excelência na área.(...) (Fonte: Medicina S/A)



3) Apple acusada de roubar tecnologias de monitoramento de saúde usadas no Apple Watch

A Apple é acusada de roubar segredos comerciais e usar indevidamente as invenções da Masimo Corp, uma empresa especializada no design e fabricação de equipamentos de diagnóstico médico. De acordo com uma ação movida no tribunal federal da Califórnia, a Apple usou ilegalmente a tecnologia de processamento de sinais para monitorar as condições de saúde criadas pela Cercacor Laboratories Inc, subsidiária da Masimo Corp, nos relógios inteligentes Apple Watch.


O comunicado afirma que a Apple se apossou de informações classificadas durante o período em que colaborou com a Masimo. De acordo com acordos anteriores, a Apple não deveria ter divulgado essas informações, mas mais tarde a empresa contratou vários funcionários importantes da Masimo que possuíam informações sobre os últimos desenvolvimentos da empresa médica. A Masimo e a Cercacor anunciaram que a Apple usa ilegalmente dez tecnologias patenteadas em seus relógios inteligentes. Entre outras coisas, estamos falando de tecnologias para medir a freqüência cardíaca, bem como uma maneira de fixar o nível de oxigênio no sangue.

Segundo relatos, a Apple recorreu à Masimo em 2013 com uma proposta de cooperação. Os representantes da Apple disseram que a empresa quer “aprender mais sobre as tecnologias Masimo que podem ser mais integradas aos produtos da Apple”. No entanto, mais tarde, a Apple contratou vários funcionários de empresas médicas que tinham “acesso ilimitado” a informações técnicas confidenciais. De acordo com o processo, a Masimo e a Cercacor querem proibir a Apple de continuar a usar suas tecnologias patenteadas e também pretendem recuperar uma compensação monetária do réu. (Fonte: Avalanche)



4) Medicina chinesa tem práticas incluídas em lista da OMS

A medicina tradicional chinesa está se tornando um fenômeno global. Pela primeira vez, a Organização Mundial da Saúde (OMS) está planejando incluir diagnósticos da medicina tradicional em seus relatórios, o que poderia facilitar diagnósticos e termos já utilizados para quem usa a acupuntura, por exemplo, como “Madeira sobrecarregando Terra”. O termo é utilizado quando há indigestão, provocada pelo estresse. Um dos tratamentos é a acupuntura e fitoterápicos.


O uso da medicina chinesa remonta há mais de 2,5 mil anos e se baseia em conceitos como encontrar a harmonia entre forças opostas, porém complementares, como o yin e yan. A inclusão da medicina tradicional nessa lista da OMS, a Classificação Internacional de Doenças (CID), foi comemorada por médicos orientais.  “É uma etapa realmente positiva no reconhecimento da medicina tradicional chinesa como uma opção médica para ajudar pessoas”, diz Lixin Huang, diretor executivo do Colégio Americano de Medicina Tradicional Chinesa, no Instituto de Estudos Integrais da Califórnia, em São Francisco. “Acredito que, no início, isso será simbólico, pois muitos médicos não possuem conhecimento sobre como incluir isso em seus tratamentos, mas agora reconhecerão que isso é uma opção”, completou.


Segundo uma reportagem publicada pela conceituada revista Nature, há uma crescente descoberta dos centros médicos da China, que estão atraindo dezenas de milhares de estrangeiro. No exterior, a medicina tradicional chegou a cidades como Barcelona,​ Budapeste e Dubai nos últimos três anos, e aumentou as vendas de remédios tradicionais. A OMS tem apoiado avidamente os medicamentos tradicionais, como um passo em direção ao seu objetivo de longo prazo da assistência universal à saúde. Segundo a agência, os tratamentos tradicionais são menos dispendiosos e mais acessíveis que a medicina ocidental em alguns países. (...) (Fonte: Portal Correio)

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