• Fábio Henrique Araújo

Diagnóstico 4.0 News - edição #35

Resumo semanal de notícias sobre Radiologia, Diagnóstico por Imagem & Saúde 4.0




1) A técnica de detectar câncer de próstata que pode 'revolucionar a saúde dos homens'


O câncer de próstata é uma das formas mais comuns de câncer entre homens, com cerca de 1,2 milhões de novos casos ao ano, segundo a Associação Espanhola contra o Câncer. Ainda assim, o procedimento utilizado para diagnosticá-lo é pouco preciso."Tradicionalmente, usamos um teste de sangue para identificar níveis elevados de um antígeno específico da próstata (PSA, na sigla em inglês) e então fazemos uma biópsia. Isso quer dizer que tiramos um tecido da próstata para examiná-lo no microscópio", explica à BBC Mark Emberton, professor de oncologia intervencionista da University College London (UCL).

"Mas os níveis de PSA não são um indicador confiável do câncer de próstata: cerca de 75% dos homens que obtêm um resultado positivo não têm o câncer, enquanto que (o teste) não detecta a doença em cerca de 15% dos homens que a têm."

Hoje em dia, adiciona o especialista, "diagnosticamos tumores que são inofensivos, o que leva a exames e operações desnecessárias, e ignoramos cânceres que são prejudiciais, deixando que a enfermidade se multiplique e se espalhe pelo corpo sem controle".

Atualmente, Emberton faz parte do projeto ReIMAGINE liderado pela UCL, com pesquisadores do Imperial College e do King's College de Londres, além de médicos do hospital da UCL. A equipe está analisando se as imagens por ressonância magnética podem servir para fazer um diagnóstico efetivo de câncer de próstata em homens, da mesma forma que as mamografias são utilizadas para detectar o câncer de mama em mulheres. "Esperamos que, usando a ressonância magnética, possamos mudar a forma com que se diagnostica e se trata o câncer de próstata", diz Emberton. (...) (Fonte: BBC)



2) Hospital Alemão Oswaldo Cruz adota realidade virtual para treinar área médica

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo, irá utilizar realidade virtual (VR) como mais um recurso para ensinar estudantes de cursos técnicos e tecnológicos, graduação e pós-graduação da área médica e multiprofissional de saúde. A iniciativa é fruto de uma parceria com a edtech MedRoom, que usa VR e conceitos de gamificação no treinamento de universitários. A tecnologia será utilizada para a exploração do corpo humano em 3D em aulas de anatomia e fisiologia da Faculdade e Escola Técnica do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

“Buscamos trazer um leque de possibilidades para enriquecer a experiência do aluno. A realidade virtual será aproveitada tanto para educação quanto nos treinamentos”, diz Gustavo Faibischew Prado, gerente de inovação e educação médica do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. A tecnologia permite visualizar com grande realismo todas as partes do corpo humano, sem a necessidade do estudo com cadáveres. Além disso, a estrutura interna de cada órgão pode ser ampliada, sistemas e órgãos podem ser isolados e examinados de qualquer ângulo. “A realidade virtual ajuda na concentração, na visualização e no entendimento do corpo humano. Pensamos, inclusive, em integrar nossa solução a consoles de videogame para ampliar o acesso de professores, alunos e profissionais da saúde ao produto”, afirma Vinícius Gusmão, cofundador e CEO da MedRoom. (Fonte: Startse)



3) Projeto obriga SUS a oferecer exame de mamografia no período noturno

O Projeto de Lei 5297/19 determina que o Sistema Único de Saúde (SUS) assegure à população a realização do exame de mamografia e que este possa ser feito até as 22 horas. A proposta tramita na Câmara dos Deputados. O texto foi apresentado pela deputada Lauriete (PL-ES). O objetivo, segundo ela, é compatibilizar o horário do exame com o ritmo de trabalho das pessoas.

“A maioria dos empregos formais ocorre durante horário comercial, o que dificulta a realização dos exames de mamografia”, disse. “Constata-se que muitas vezes há vagas disponíveis para realização dos exames, mas os horários não são compatíveis com a disponibilidade do trabalhador.” O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; Seguridade Social e Família; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. (Fonte: Infonet)



4) Já é possível detectar câncer de pele com uma câmera de celular

Pesquisadores brasileiros e estrangeiros desenvolveram um sistema de inteligência artificial capaz de detectar câncer de pele a partir de imagens obtidas por uma câmera comum, como a de aparelhos celulares, com taxa de acerto de 99%. Cerca de 180 mil novos casos de câncer de pele são reconhecidos a cada ano no Brasil, o que representa 33% de todos os diagnósticos de neoplasias no país, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).


A detecção atual de câncer é feita por meio de biópsia e de um equipamento chamado dermatoscópio, que é operado por dermatologistas treinados. O novo aparelho pode ser usado por profissionais de saúde e dermatologistas sem grandes conhecimentos no funcionamento técnico do mecanismo. A inovação permitirá que o diagnóstico seja mais simples e rápido, pois utiliza uma imagem gerada a partir de qualquer máquina fotográfica digital. A novidade ainda não está disponível para produção em escala comercial, mas em um estágio próximo.


O projeto vem sendo desenvolvido há 10 anos pelo Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sob liderança do professor Jacob Scharcanski, e tem o suporte de uma rede internacional de pesquisadores reunidos no Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), da qual é membro, considerada a maior organização mundial de profissionais técnicos para o avanço da tecnologia. Empresas privadas, a Universidade de Warteloo (Canadá), alunos da UFRGS, além de pesquisadores brasileiros e de outras instituições contribuíram para o projeto.

O câncer de pele representa o crescimento anormal do órgão, normalmente ocasionado pela radiação ultravioleta a partir da exposição excessiva aos raios solares e pelo uso indevido de produtos bronzeadores. A maior incidência da doença é de não melanoma, que tem baixa letalidade e pode ser curado facilmente quando é detectado em estágio inicial; já o melanoma é o tipo mais incomum desse câncer, mas pode causar metástase e morte.


Por essa razão, é importante examinar a pele com frequência, já que o problema inicialmente pode parecer uma pinta, eczema ou alguma lesão benigna. É importante observar se há sintomas como mudança de cor ou textura, presença de sangramento, crescimento rápido ou mancha que não cicatriza. Caso perceba sinais ou pintas suspeitas, procure imediatamente um médico dermatologista. (Fonte: Tecmundo)

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