• Fábio Henrique Araújo

Diagnóstico 4.0 News - edição #33

Resumo semanal de notícias sobre Radiologia, Diagnóstico por Imagem & Saúde 4.0




1) Medicamento de precisão que trata mais de 20 tipos de tumores chega ao Brasil

O diagnóstico de qualquer tipo de câncer sempre causa uma reviravolta tanto na vida do paciente quanto na dos familiares e amigos. Seja pelo tratamento invasivo, seja pelas incertezas acerca das causas da doença. A boa notícia é um medicamento lançado em outubro deste ano no Brasil, capaz de tratar até 20 tipos de tumores.


Produzido pela Bayer, Vitrakvi (Larotrectinibe) é o  primeiro medicamento aprovado no país de acordo com conceito de “tratamento tumor agnóstico”. Nele, o tumor é classificado e tratado de acordo com uma característica molecular específica, não tendo como base apenas o tecido que deu origem ao câncer. “Diferentemente da quimioterapia convencional e até da imunoterapia, o uso do larotrectinibe é oral, tem uma resposta rápida, duradoura e seus efeitos adversos são, geralmente, leves e infrequentes. Opaciente pode continuar sua vida normalmente a despeito do tratamento oncológico”, revela Fernando Santini, oncologista do Hospital Sírio Libanês.


Outra boa notícia é o fato de o remédio não ter restrição de idade. “Vale destacar que a Anvisa aprovou o uso tanto para adultos quanto para crianças, apesar de o processo de liberação geralmente ser mais demorado para o tratamento de câncer infantil”, afirma Fernando. Além disso, a  chance de cura em pouco tempo pode se tornar realidade. “Com medicamentos mais certeiros e focados apenas nas células doentes, a expectativa é que, em poucos anos, o câncer passe a ser uma doença mais controlável, assim como as doenças crônicas”, revela o oncologista. (...) (Fonte: Estado de Minas)



2) Software CAD com inteligência artificial pode reduzir o viés nos relatórios de radiologia

 

Um estudo do Center for Advanced Research in Imaging, Neuroscience and Genomics (CARING) descobriu que o software CAD com inteligência artificial pode reduzir as declarações vagas e defensivas nos relatórios de radiologistas, resultando em descrições de diagnóstico mais claras e práticas . O estudo foi realizado usando o conjunto de imagens Oxipit ChestEye AI. Além disso, o estudo constatou que quase 80% dos relatórios gerados pelo Oxipit ChestEye eram tão precisos quanto os relatórios dos radiologistas e mais precisos em 5% dos casos de pacientes analisados.


O estudo liderado pelo Dr. Vasanth Venugopal teve como objetivo identificar elementos de evasão nos relatórios de radiologia clínica e avaliar a precisão e a validade clínica dos relatórios gerados pela IA das radiografias de tórax. Um conjunto de 297 imagens retrospectivas de radiografia de tórax foi utilizado no estudo. As imagens foram analisadas pelos relatórios Oxipit ChestEye e AI, comparados com os produzidos por um radiologista. A comparação do relatório final e a validação do diagnóstico foram realizadas por um radiologista com 9 anos de experiência clínica. O estudo completo intitulado “Julgando a precisão e a validade clínica dos relatórios de testes gerados por aprendizado profundo” será apresentado na conferência da RSNA em Chicago ainda este ano.


O conjunto de imagens Oxipit ChestEye inclui uma plataforma de diagnóstico por computador (CAD) totalmente automática que suporta 75 achados radiológicos, cobrindo mais de 90% dos casos radiológicos apresentados diariamente aos radiologistas. O ChestEye produz um relatório de texto preliminar padronizado que incorpora todas as informações radiologicamente relevantes presentes em uma imagem de radiografia de tórax, acelerando a descrição do caso e minimizando o risco de resultados secundários negligenciados. Em fevereiro, o Oxipit ChestEye recebeu a certificação CE. Os testes internos da plataforma mostraram 30% de economia de tempo por caso de paciente e reduziram a taxa de erro em até 50%. (...) (Fonte: News Medical)



3) Ministério da Saúde disponibiliza nova versão de sistema para transmissão de dados da Assistência Farmacêutica

O Ministério da Saúde disponibilizou uma nova versão do sistema de comunicação Web Service da Base Nacional de Dados de Ações e Serviços da Assistência Farmacêutica (BNAFAR), para que os estados e municípios possam enviar os dados de posição de estoque, entrada, saída e dispensação de medicamentos. A nova versão do Web Service atende às exigências da Portaria GM/MS Nº 1.737 de 2018 e permite recepcionar os dados da Assistência Farmacêutica do país para a Base Nacional.


A partir da composição da BNAFAR, será possível aprimorar o planejamento nas três esferas do SUS, dimensionando melhor a gestão de medicamentos no país e evitando desperdícios de recursos públicos, a exemplo do monitoramento da data de vencimento de medicamentos e remanejamento de unidades. A BNAFAR integra a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) que compõe o Programa Conecte SUS. Este Programa faz parte da estratégia de Saúde Digital definida pelo Governo do Brasil para informatização da saúde do país e que visa integrar informações do cidadão em uma grande rede de dados.


A versão anterior do Web Service apresentava inconsistências, o que gerou a suspensão temporária da obrigatoriedade da transmissão dos dados da Assistência Farmacêutica para a BANFAR.  Desde outubro de 2017, mais de 1.700 (mil e setecentos) municípios realizaram a transmissão de dados. Além disso, mais de 2.000 (dois mil) municípios utilizam o Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica (Hórus), também integrante da BNAFAR. (...) (Fonte: Ministério da Saúde)



4) UPS planeja melhorar a rastreabilidade no mercado healthcare com IoT


A UPS planeja lançar uma nova oferta para rastrear remessas relacionadas ao healhcare no primeiro trimestre do próximo ano, chamada UPS Premier, que usará sensores da Internet das Coisas (IoT) para rastrear pacotes, de acordo com um comunicado de imprensa da empresa. A UPS está criando uma nova unidade em suas operações, Assistência Médica e Ciências da Vida, que supervisionará este projeto e outras operações de healthcare.

A capacidade de rastrear remessas médicas passará de diferencial para um requisito em 2023. É quando os novos regulamentos de serialização da Food and Drug Administration entrarão em vigor. As regras exigirão que os fabricantes de medicamentos prescritos tenham "um sistema eletrônico interoperável para identificar e rastrear" os produtos que vendem nos Estados Unidos, de acordo com o FDA .


"O gerenciamento eficiente de estoques é um dos componentes mais importantes da cadeia de suprimentos de assistência médica", afirmou Abney em comunicado. O FDA está procurando várias maneiras de melhorar a rastreabilidade neste espaço, incluindo blockchain. A agência iniciou um projeto piloto no início deste ano para estudar possíveis soluções. O objetivo do FDA é manter as drogas legais fora do mercado negro e impedir que drogas falsificadas entrem em canais de distribuição legítimos. (...) (Fonte: Supply Chain Dive)

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