• Fábio Henrique Araújo

Diagnóstico 4.0 News - edição #29

Resumo semanal de notícias sobre Radiologia, Diagnóstico por Imagem & Saúde 4.0




1) Lei assegura a pacientes do SUS exame para diagnóstico de câncer em até 30 dias

Pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com suspeita de câncer terão direito à realização de exames no prazo máximo de 30 dias. É o que assegura a Lei 13.896, de 2019, sancionada pelo presidente em exercício, Hamilton Mourão, e publicada nesta quinta-feira (31) no Diário Oficial da União. A regra entra em vigor em 180 dias.


A nova norma altera a Lei nº 12.732, de 2012, para garantir que, nos casos em que a principal hipótese diagnóstica seja a de neoplasia maligna, os exames necessários à elucidação devem ser realizados no prazo máximo de 30 dias, mediante solicitação fundamentada do médico responsável. A Lei é oriunda do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 143/2018, aprovado no Senado no último dia 16 de outubro, sob a relatoria do senador Nelsinho Trad (PSD-MS).

De acordo com o parlamentar, o projeto complementa e dá real efetividade à Lei 12.732, de 2012. Segundo Trad, independentemente do tipo de neoplasia, o fator mais determinante para o desfecho favorável da terapia é o chamado estadiamento da lesão maligna, ou seja, o quão avançado está o câncer no momento do início do tratamento.


“Casos mais avançados, mesmo que submetidos ao melhor e mais caro tratamento disponível, têm chance muito menor de cura ou de longa sobrevida, quando comparados aos casos detectados e tratados ainda no início. Em resumo, o momento da detecção do câncer impacta decisivamente a sua letalidade, ou seja, o percentual de pessoas acometidas que vêm a falecer por causa da doença. Portanto, a medida impactará reduzindo a quantidade de pessoas que falecem em função do câncer, sem interferir na incidência das neoplasias malignas”, explica Nelsinho Trad. (Fonte: Agência Senado)



2) Método baixa custo do diagnóstico de tumor cerebral em crianças e vira startup

Tecnologia diagnóstica para tumores cerebrais em crianças a um baixo custo é a proposta de pesquisadores da USP em Ribeirão Preto que acabam de transformar seus achados em uma startup. Batizada de NEOGENYS, a nova empresa desenvolve uma plataforma para que o método, que usa tecnologia de ponta, fique acessível a países em desenvolvimento.  A decisão de agilizar o processo de transferência tecnológica para a sociedade foi tomada por Gustavo Alencastro Veiga Cruzeiro e seu colega e sócio Ricardo Bonfim, pesquisadores do Laboratório de Pediatria da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. Idealizador do método, Cruzeiro acredita poder ajudar a melhorar a qualidade de vida de crianças com tumor maligno no cerebelo.


Segundo o pesquisador, a “abordagem molecular” é eficaz na definição do tipo do subtipo do tumor e indicação do melhor tratamento, já que o meduloblastoma, tumor maligno do sistema nervoso central mais comum em crianças, se manifesta em vários tipos, requerendo diferentes terapias, menos ou mais agressivas. Essa abordagem já é utilizada em países desenvolvidos. Ela consegue verificar o subgrupo do tumor, com informações precisas para escolha de tratamentos de maior ou menor intensidade – detalhes podem ser conferidos pela publicação de 14 de junho da Agência Fapesp.


Aqui no Brasil, sem os caros métodos de classificação molecular, aplica-se, na maioria das vezes, o mesmo protocolo de tratamento a todos os casos: cirurgia de retirada do tumor, quimioterapia e radioterapia. Assim, um paciente que talvez não precisasse de radioterapia, por exemplo, “acaba recebendo o tratamento que, mesmo eliminando o tumor, pode afetar a qualidade de vida da criança para sempre”, conta o pesquisador.


Por acreditar que países como a Índia, além de regiões como América Latina e África, possam se beneficiar do método de baixo custo que obteve em seus estudos, Cruzeiro se uniu a seu colega Ricardo Bonfim para criar a NEOGENYS, startup que acaba de ser selecionada pelo programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (PIPE/Fapesp). Por enquanto, os pesquisadores planejam utilizar o laboratório do Hospital das Clínicas e o Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. Mas aguardam o processo de incubação, em andamento, no Supera Parque de Inovação e Tecnologia de Ribeirão Preto. (Fonte: Interação Diagnóstica)



3) CBR lança Normativa de Conduta e Compliance

Mais um passo importante, o lançamento da Normativa de Conduta e Compliance – CBR/ABCDI reforça como o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem e a Associação Brasileira das Clínicas de Diagnóstico por Imagem vem trabalhando para se alinhar cada vez mais com a nova realidade do país e com as demandas que a sociedade atual vem exigindo das empresas.


Atualmente, as normas de compliance têm sido cada vez mais necessária nas diversas atividades. Na área de Radiologia e Diagnóstico por imagem, essas necessidades tornam-se evidentes em razão da interface dos médicos radiologistas com os pacientes, com outros médicos, com empresas de equipamentos médicos e com as diversas operadoras de saúde e serviços hospitalares. “A atividade radiológica está relacionada com as agências reguladoras e as normas de radioproteção, sendo necessária a observação contínua das normas de compliance, no intuito de proporcionar melhor atendimento ao paciente, melhor qualidade dos procedimentos, melhor cumprimento das normas institucionais e uma maior proteção contra possíveis ações judiciais que possam, eventualmente, ocorrer”, alerta Dr. Adelson André Martins, diretor da ABCDI.


“O momento atual do Brasil, em conjunto com as exigências do mercado e com os movimentos internacionais demanda, sobretudo após a Lei Anticorrupção, a aplicação de regras de compliance, as quais têm como objetivo inserir na gestão corporativa princípios e valores éticos e morais que, eventualmente, extrapolam os marcos legais e regulatórios”, explica Dr. Ademar José de Oliveira Paes Junior, ex-diretor da ABCDI.


O objetivo deste material é pontuar os itens mais relevantes sobre o assunto, norteando e orientando às clínicas e serviços associados. A Normativa de Conduta e Compliance CBR/ABCDI aborda os valores e princípios fundamentais no compliance, o relacionamento com órgãos públicos, fornecedores e operadoras e estará disponível a todos os associados no site da instituição. (Fonte: CBR)



4) Startup de tecnologia que detecta sinais de AVC recebe US$ 50 milhões

Uma startup que usa inteligência artificial para prever sinais de AVC (acidente vascular cerebral) recebeu um aporte de 50 milhões de dólares em uma série B de investimentos para expandir sua atuação. Hoje, a empresa tem escritórios em São Francisco (EUA) e em Tel-Aviv (Israel). A rodada foi liderada pela firma de investimentos em tecnologia Greennoaks, com a participação do fundo GV de capital de risco da Alphabet (dona do Google) e do Kleiner Perkins, fundo que investe em empresas de saúde.


Chamada Viz.ai, a startup foi fundada em 2016, em São Francisco. Sua tecnologia utiliza algoritmos de aprendizagem de máquina (que imitam o processo de aprendizagem humano, mas com eficiência de máquina) para analisar imagens cerebrais e detectar grandes oclusões de vasos sanguíneos, ligadas a um tipo debilitante de AVC. Ao encontrar sinais que precedem um AVC, o sistema da Viz.ai alerta médicos. Como em outras doenças, quanto antes o caso for tratado, maiores são as chances de um quadro positivo para o paciente. Além da saúde, a tecnologia ajuda a reduzir os custos da hospitalização para pacientes.


O sistema da Viz.ai é aprovado pela Federal Drug Administration, órgão nacional de regulação do setor de saúde, e é usado atualmente em 300 hospitais nos Estados Unidos. A startup já havia captado 10 milhões de dólares em financiamento e 21 milhões de dólares em investimentos em uma rodada de série A, realizada em 2018. Nos Estados Unidos, país-sede da empresa, uma pessoa é vítima de um AVC a cada 40 segundos, levando a 140 mil mortes anualmente, de acordo com dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças do Departamento de Saúde e Serviços Humanos do governo americano. (Fonte: Exame)

16 visualizações

©2019 Todos os direitos reservados. Consultório 4.0