• Fábio Henrique Araújo

Diagnóstico 4.0 News - edição #14

Resumo semanal de notícias sobre Radiologia, Diagnóstico por Imagem & Saúde 4.0




1) Exames de radiografia lideraram os 861,4 milhões de exames realizados em um ano


Os beneficiários de planos de saúde realizaram 1,57 bilhão de procedimentos como consultas, exames e internações no ano de 2018. O número representa um aumento de 4,1% em relação ao total de procedimentos realizados em 2017 (1,51 bilhão). Os dados fazem parte do Mapa Assistencial, publicação anual divulgada nesta quinta-feira (11/07) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).


Na segmentação de assistência médica, a realização de exames complementares somou o maior número de procedimentos no ano, totalizando 861,4 milhões (aumento de 5,45% em relação a 2017). Na sequência, vêm consultas, com 274,3 milhões (aumento de 1,49% em relação a 2017); outros atendimentos ambulatoriais, como consultas e sessões com psicólogo e fisioterapeuta, com 164,2 milhões (aumento de 4,61 em relação a 2017); terapias, com 93,4 milhões (aumento de 20,97% em relação a 2017); e internações, com 8,1 milhões de ocorrências no ano (aumento de 1,67% em relação a 2017). O número de procedimentos odontológicos somou 176,1 milhões ao longo de 2018, sendo o único tipo de procedimento em que foi registrada redução (5,34%) em relação ao ano anterior.


O Mapa Assistencial também informa o número de procedimentos realizados por beneficiário ou por grupos de beneficiários, possibilitando, assim, comparação mais fidedigna sobre o uso do sistema de um ano para outro. De acordo com essa análise, o número de consultas e de internações apresentou redução em relação ao ano anterior: em 2018, foram realizadas 5,8 consultas por beneficiário (em 2017 foram 5,9) e 179 internações por grupo de mil beneficiários (em 2017 foram 180 por mil beneficiários).

Por outro lado, houve aumento no quantitativo de outros atendimentos ambulatoriais realizados por beneficiários – foram 3,5 procedimentos por beneficiários em 2018 (em 2017 foram 3,4); e no número de terapias, que registrou 2 procedimentos por beneficiário em 2018 (no ano anterior foram 1,7). O número total de exames e de procedimentos odontológicos não contempla análise por beneficiário.


O diretor de Normas e Habilitação dos Produtos, Rogério Scarabel, destaca que o Mapa Assistencial contribui para dar maior transparência aos dados e informações da saúde suplementar. Ele aponta, ainda, outros aspectos importantes da publicação: “A informação de boa qualidade sobre os procedimentos e eventos realizados pelos beneficiários de planos de saúde é fundamental para a promoção da coordenação das ações em saúde e para a sustentabilidade do setor”, avalia. “Com o aumento da incidência de doenças crônicas não transmissíveis, o envelhecimento da população e mudanças nos hábitos de vida, há uma necessidade de melhor acompanhar a condição de saúde dos beneficiários. Para que ações reestruturantes sejam implementadas, é imprescindível o conhecimento epidemiológico e demográfico da população que utiliza plano de saúde. Dessa forma, o Mapa Assistencial possibilita que as operadoras analisem sua própria atuação de forma comparada e tracem metas capazes de melhorar a saúde da população e o funcionamento do sistema suplementar como um todo”, ressalta o diretor.


Consultas: Em consultas médicas ambulatoriais, a especialidade clínica médica liderou o número de ocorrências dentre as especialidades detalhadas pelas operadoras, totalizando 27.062.874 procedimentos em 2018. Em seguida, vêm as especialidades ginecologia e obstetrícia, com 19.737.282 ocorrências, e pediatria, com 16.665.256 ocorrências.Outros atendimentos ambulatoriais: O maior número de ocorrências nessa segmentação (dentre os tipos detalhados pelas operadoras) foi consulta com fisioterapeuta, que totalizou 47.133.272 atendimentos, seguido por consulta com psicólogo, que totalizou 6.703.304 atendimentos.


TerapiasHemodiálise crônica liderou o número de procedimentos entre os tipos que são obrigatoriamente detalhados pelas operadoras, totalizando 2.281.463 ocorrências.


Exames: O exame mais realizado em 2018 (na lista dos que devem ser detalhados pelas operadoras) foi radiografia, com 31.823.039 ocorrências, seguido por hemoglobina glicada (13.490.622 ocorrências) e ressonância magnética (7.904.467 ocorrências). Destaca-se também o expressivo número de exames de tomografia computadorizada (7.386.876) realizados em 2018.


Tipo de internações: Dentre os diferentes tipos de internações (clínica, cirúrgica, obstétrica, pediátrica e psiquiátrica), o maior número foi cirúrgica (3.492.750 ocorrências, sendo que, dessas, 49.521 foram para bariátrica).Causas de internações: Dentre as causas selecionadas de internações (neoplasias, diabetes mellitus, doenças do aparelho circulatório, doenças do aparelho respiratório e causas externas), o maior número foi relacionado a doenças do aparelho respiratório, com 506,6 mil ocorrências, seguido por doenças do aparelho circulatório (465.845 ocorrências). (Fonte: IBES)



2) Vulnerabilidade em aparelhos médicos coloca paciente em risco, diz estudo


Pesquisadores da CyberMDX, empresa de segurança cibernética israelense, descobriram uma vulnerabilidade em máquinas anestésicas e aparelhos respiratórios da GE Healthcare. As informações são do The Next Web. De acordo com o site especializado, caso seja explorada com sucesso, a falha pode permitir que hackers interfiram na operação dos dispositivos, colocando pacientes em risco.


Apesar de a GE Healthcare defender a segurança de seus equipamentos, o estudo aponta que as vulnerabilidades permitem que as máquinas sejam controladas remotamente por pessoas mal intencionadas. Entre as possíveis atuações de hackers estão a alteração da quantidade de anestésico aplicada ao paciente e o silenciamento de alertas de perigo.

Além da manipulação de anestésicos, aparelhos respiratórios também podem ser alvo de cibercriminosos. Segundo os cientistas, hackers são capazes de alterar a composição dos gases aspirados, ajustando os níveis de oxigênio, dióxido de carbono e óxido nitroso conforme sua própria intenção.


Diante das revelações dos estudiosos, a equipe ICS-CERT do Departamento de Segurança Interna dos EUA afirmou que as vulnerabilidades refletem risco moderado aos hospitais. Mas para Elad Luz, chefe de pesquisa da CyberMDX, as falhas representam grandes ameaças aos profissionais da saúde e pacientes.

“O potencial para manipular alarmes e composições de gases é obviamente problemático. Mais sutil, mas igualmente problemática, é a capacidade de alterar os timestamps que refletem e documentam o que aconteceu em uma cirurgia”, declarou o especialista.(...) (Fonte: Computer World)



3) Alexa responderá perguntas sobre saúde para usuários do Reino Unido


O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) anunciou uma parceria inédita com a Amazon. A partir da próxima semana, os dispositivos equipados com a Alexa oferecerão informações sobre saúde aos usuários britânicos. A assistente virtual responderá perguntas aprovadas pelos profissionais da NHS sobre sintomas de gripe, como tratar enxaqueca e outras questões básicas.


“Uma tecnologia como essa é um ótimo exemplo de como as pessoas podem acessar conselhos confiáveis ​​do NHS no conforto de sua casa, reduzindo a pressão sobre nossos médicos de clínica geral e farmacêuticos que trabalham duro”, disse Matt Hancock, secretário de saúde do Reino Unido. Segundo ele, o governo está pronto para fazer esse tipo de colaboração com outras empresas de tecnologia. 

De acordo com o Departamento de Saúde do Reino Unido (DoH), o objetivo da ação é dar às pessoas uma nova forma de consultar conselhos médicos e beneficiar os usuários idosos, com deficiências visuais ou outras limitações que dificultam o uso de computadores e smartphones.


"Essa ideia é certamente interessante e tem o potencial de ajudar alguns pacientes a descobrir que tipo de atendimento precisam antes de considerar se procuram ajuda médica pessoalmente, especialmente para pequenos doenças que raramente precisam de uma consulta, como tosses e resfriados que podem ser tratados com segurança em casa”, disse Helen Stokes-Lampard, presidente do Royal College of General Practitioners, associação voltada para médicos do Reino Unido. (Fonte: Startse)



4) Combinar dois medicamentos contra o câncer pode ajudar a desacelerar o crescimento de tumores

Às vezes, dois medicamentos contra o câncer são melhores que um. O período de tempo que um tratamento contra o câncer de mama continua a funcionar pode ser estendido com um remédio contra o câncer de pulmão que impede que as células tumorais desenvolvam resistência. Até agora, a estratégia mostrou que funciona em camundongos e em células cancerosas no laboratório - mas os pesquisadores dizem que isso deve passar relativamente rápido para testes em mulheres com câncer de mama, porque ambos os medicamentos já estão em uso.


O remédio contra o câncer de mama, chamado palbociclibe, é um dos mais novos medicamentos “alvo” contra o câncer que funciona interferindo numa molécula tumoral específica, em vez de simplesmente matar todas as células que se dividem rapidamente, como a quimioterapia. Neste caso, bloqueia a função de duas proteínas que promovem a divisão celular. Mas os cânceres de mama geralmente desenvolvem mutações que significam que eles se tornam resistentes a esse tratamento em poucos meses e começam a crescer novamente, diz Paul Workman, do Instituto de Pesquisa do Câncer, em Londres.


Sua equipe descobriu que as células cancerosas fazem isso ativando um caminho molecular alternativo para a divisão celular. Isso pode ser bloqueado pelo medicamento contra o câncer de pulmão, chamado crizotinibe. Tumores implantados em camundongos tratados com a combinação cresceram em cerca de dois terços da taxa daqueles em ratos que receberam um dos tratamentos separadamente.


Embora o palbociclibe seja usado apenas contra o câncer de mama, os pesquisadores descobriram que a combinação de duas drogas também era eficaz contra outros tipos de tumores, incluindo os dos pulmões e intestinos, sugerindo que a estratégia poderia ser aplicada mais amplamente. "Como já sabemos que são seguros e eficazes, podemos avançar mais rapidamente para um estudo de combinação. Nós estamos esperando começar testes em pacientes nos próximos 18 meses." diz Workman. (Fonte: New Scientist)



5) Algoritmo quântico da Microsoft impulsiona a geração de imagens médicas


Pesquisadores da Microsoft usaram um algoritmo projetado para trabalhar em um computador quântico ainda inexistente para aumentar a velocidade e a qualidade da imagem médica. O avanço pode um dia melhorar o tratamento do câncer de mama e de outras doenças, diz a empresa. Por exemplo, o algoritmo pode permitir que os médicos determinem em poucos dias se o tumor está diminuindo em resposta à quimioterapia, em vez de ter que esperar semanas ou meses.

O desenvolvimento é um dos vários casos recentes em que os pesquisadores usaram algoritmos projetados para futuros computadores quânticos., máquinas que fariam os supercomputadores de hoje parecerem ábacos, para melhorar os cálculos executados no hardware existente de hoje. Outros exemplos incluem o uso de algoritmos quânticos para encontrar maneiras melhores de gerenciar a carga em uma rede elétrica, melhorar as rotas de entrega em uma cidade lotada e controlar riscos e retornos em uma carteira de investimentos.


Na explanação mais recente, a Microsoft trabalhou com cientistas da Case Western Reserve University em Cleveland, que se especializaram em um tipo de imagem médica chamada de ressonância magnética (MRI). A técnica usa poderosos campos magnéticos e ondas de rádio para criar imagens de órgãos internos e tecidos moles. Mas enquanto as ressonâncias magnéticas tradicionais só podem identificar áreas claras ou escuras, que um radiologista deve avaliar subjetivamente, a RM pode diferenciar precisamente entre tipos de tecido, permitindo imagens mais detalhadas e interpretáveis.

Mark Griswold, um pioneiro em MRI no Case Western Reserve, que liderou o projeto, gosta de usar a analogia de tentar ouvir um coro, onde os tecidos do corpo são os cantores: com uma ressonância magnética convencional, é como se todo o coral fosse todos cantando a mesma música, e o ouvinte só pode determinar se um cantor é um pouco mais alto ou mais suave do que os outros, um pouco mais alto ou mais baixo, e talvez se eles estiverem fora de sintonia. Com o MRI, por outro lado, é como ouvir um coral no qual cada cantor tem sua própria música, e o ouvinte é capaz de isolar essa música das outras vozes do coral e usá-la para identificar o cantor. .

Configurar um scanner para encontrar um determinado tipo de tecido - para isolar essas músicas individuais - consome tempo. Com a ajuda do algoritmo quântico da Microsoft, os pesquisadores da Case descobriram que podiam produzir os scans em um terço a um sexto do tempo que levavam anteriormente, enquanto aumentavam simultaneamente a precisão dos scans em mais de 25%. "O aumento na precisão é realmente importante porque nos permite ver mudanças menores e menores no tecido", diz Griswold.

A Microsoft tem destacado o potencial dos algoritmos quânticos em parte para semear o mercado para seu futuro computador quântico. Mas também tem enfatizado seu software inspirado em quantum porque, ao contrário de alguns rivais, ele ainda não tem nenhum hardware quântico para exibir, apesar de anos de desenvolvimento. (Fonte: Fortune)

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