• Fábio Henrique Araújo

Como os avanços tecnológicos tem ajudado no combate e tratamento da AIDS





No dia 1º de dezembro foi comemorado o Dia Internacional de Luta contra a AIDS. Segundo a UNAIDS 38 milhões de pessoas vivem no mundo com o vírus HIV. EM 2018, estimativa-se que 1 milhão de pessoas tenham morrido em decorrência da doença. Embora ainda sejam números superlativos, esse montante vem diminuindo. Comparado a 2004, as mortes relacionadas a AIDS caíram 55%. Este avanço se deve principalmente às contínuas campanhas de conscientização da prevenção e também às evoluções no tratamento da síndrome. Em ambos os casos, a tecnologia tem contribuído significativamente neste processo.


Desde os antigos povos asiáticos - onde a medicina nasceu como conhecemos - até os dias recentes, havia-se uma consenso de que a saúde populacional estava a cargo das instituições e profissionais de saúde. Este modelo "hospitalocêntrico" e "medicocêntrico" ainda é a realidade para a maioria dos sistema de saúde mundo a fora, mas os avanços tecnológicos estão mudando este paradigma. Dentre várias frentes em que a tecnologia tem ajudado na prevenção e tratamento da AIDS, duas delas merecem destaque:



e-health


A e-health ou e-saúde é o uso de tecnologias computacionais e de telecomunicação para promover a saúde mesmo em situações remotas.


m-health

O mobile health é o uso de dispositivos móveis para fornecer e melhorar serviços e informações relacionadas à saúde. Aplicativos para smartphone, serviços de mensagens online como o WhatsApp e até aplicativos de namoro desempenham um papel importante no fornecimento de informações e comunicação em tempo real com profissionais de saúde, incentivando as pessoas a fazerem o teste e o tratamento e ajudando-as a falar sobre sua vida com o HIV.


telehealth

A telemedicina tem tido papel importante na luta contra a AIDS. Através de parceiras com agentes locais, especialistas podem ajudar a promover politicas de saúde populacional para prevenção da doenças em regiões mais remotas. Consultas de acompanhamento com equipes multidisciplinares também são possíveis graças a medicina à distancia



Medical Devices


Os dispositivos médicos já são usados pelos pacientes há muito tempo para monitoramento da saúde fora dos hospitais. Quem não tem um termômetro, um medidor de pressão ou mesmo uma balança em casa? A grande mudança agora está na forma como essas informações são transmitidas aos profissionais de saúde. Através de tecnologias trazidas pela 4ª Revolução Industrial, principalmente Inteligência Artificial (AI) e Internet das Coisas (IoT), o monitoramento pode dar-se de forma automatizada e com baixo índice de falhas.



Autotestes

Está se tornando cada vez mais fácil testar o HIV (especialmente com o teste rápido) e muitos países oferecem serviços gratuitos de testagem e aconselhamento. Pesquisadores da Universidade da Colômbia desenvolveram um dongle (mini dispositivo) que pode coletar uma gota de sangue e analisá-lo quanto aos anticorpos que combatem o HIV. O dongle é conectado a um smartphone ou tablet via conector de áudio, um aplicativo analisa o resultado e faz um diagnóstico em 15 minutos.


Wearables & Implantables

Os wearables (ou vestíveis) são dispositivos que usamos de forma contínua para monitorar e/ou remediar nossa saúde. Os relógios (smartwatches) e as pulseiras (smartbands) são até agora os com maior adesão. Porém, existe uma gama muito maior de possibilidades. Quando estes dispositivos são colocados dentro do corpo humano, são chamados de implantes (implantables).


Na Conferência Internacional da Aids, realizada em meados deste ano na Cidade do México, a gigante farmacêutica Merck & Co. relatou uma solução em potencial: um implante de liberação lenta de um medicamento antirretroviral experimental (ARV) projetado para ser duradouro no corpo. A combinação promete fornecer um escudo eficaz contra o HIV por 1 ano ou mais, muito mais tempo do que qualquer ARV atualmente no mercado. É uma das várias estratégias inovadoras de ARV que oferece opções potencialmente mais simples para tratar ou prevenir o HIV e, se amplamente utilizada, pode mudar o curso da epidemia de AIDS.



Na sua opinião, os avanços tecnológicos serão capazes de encontrar a cura da AIDS?


Aguardemos as cenas dos próximos capítulos!


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